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UFMS e Fiocruz confirmam que P1 é a variante mais comum do coronavírus em MS

Pesquisadores realizaram mapeamento genômico do novo coronavírus em amostras de exames realizados em pacientes de Três Lagoas e mais 10 municípios

Por Tatiane Simon
28/07/2021 • 15h06
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Pesquisadores da UFMS, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) realizaram o mapeamento genômico do novo coronavírus – SARS-CoV-2 – em amostras de exames realizados em Mato Grosso do Sul e identificaram que, atualmente, a linhagem P1 prevalece em circulação. “Nas amostras coletadas em 2020, identificamos diferentes linhagens. Em março deste ano, a P1 foi constatada em 80% das amostras e nas posteriores, ela estava presente em todas”, explica um dos coordenadores da pesquisa James Venturini. A linhagem P1 do coronavírus surgiu em Manaus no final de 2020 e pode ser de 1,7 a 2,4 vezes mais transmissível que outras linhagens.

Responsável pelo Laboratório de Doenças Parasitárias e Infecciosas da Faculdade de Medicina da UFMS, Venturini ressalta que o mapeamento é uma das ações do projeto de pesquisa Avaliação sistêmica integrada da Covid-19 em Mato Grosso do Sul. “Trabalhamos juntos em torno de um objetivo comum: dar assistência à comunidade. No início da pandemia precisávamos nos posicionar e atuar de forma proativa para ajudar o Lacen nos exames moleculares”, lembra a professora Ana Rita.

De acordo com ela, o grupo de professores e pesquisadores, se dividiu em diferentes tarefas e responsabilidades, a fim de conseguir dar assistência e realizar as pesquisas ao mesmo tempo. “Na realização dos exames, o grupo foi dividido em administrativo, logística/ recepção/coleta, conferência/processamentos das amostras, extração ácido nucleico, amplificação RNA SARS-CoV-2 e conferência/emissão dos laudos”, especifica Ana Rita.

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Estudo

A pesquisa sobre as linhagens do novo coronavírus envolveram na UFMS pesquisadores dos laboratórios Labdip da Famed, de Ecologia e Biologia Evolutiva (Lebio) do Instituto de Biociências (Inbio) e Imunologia Clínica (Labimune) da Facfan, além da equipe do Lacen. Para monitorar e compreender o padrão de variação espaço-temporal da circulação do vírus, foram sequenciados os genomas virais de 37 amostras clínicas (obtidas por meio do swab nasofaringeano) coletadas em 2020 (maio, junho e dezembro) e 2021 (março, abril e maio de 2021), abrangendo 11 municípios do Estado (Campo Grande, Aparecida do Taboado, Três Lagoas, Brasilândia, Ivinhema, Dourados, Naviraí, Amambai, Ponta Porã, Bela Vista e Antônio João). “A maior parte das amostras foram obtidas pela demanda da SES por exames realizados, e a outra parte a partir dos projetos de pesquisas da UFMS”, explica James. “No Labdip, foi realizada a primeira etapa: extração de RNA; no Labimune, a segunda etapa: RT-qPCR e no Lebio, a terceira etapa: sequenciamento completo do genoma de SARS-CoV-2”, detalha o coordenador.

 

 

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