
O ambiente de negócios construído ao longo dos últimos anos em Mato Grosso do Sul foi apontado como fator decisivo para a atração de investimentos privados e para o fortalecimento da economia estadual. A avaliação é do presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen, em entrevista concedida à CNN Money nesta quarta-feira (5).
Segundo Longen, o Estado avançou significativamente na criação de um cenário mais previsível para quem deseja investir, com regras claras, segurança jurídica e diálogo permanente entre o setor produtivo e o poder público. Esse conjunto de fatores, na avaliação do dirigente, tem permitido que Mato Grosso do Sul se consolide como um dos principais destinos de investimentos privados no Brasil.
Previsibilidade como ativo econômico
Durante a entrevista, Longen ressaltou que a previsibilidade institucional é um dos maiores ativos econômicos do Estado. Para ele, a estabilidade nas regras e a disposição para o diálogo reduzem riscos, aumentam a confiança dos investidores e aceleram decisões de longo prazo.
O presidente da Fiems destacou que a construção desse ambiente não é resultado de uma única entidade, mas de uma atuação articulada entre diferentes instituições representativas do setor produtivo, em parceria com o governo estadual.
Atuação conjunta fortalece o Estado
De acordo com Longen, entidades como Fiems, Famasul, Fecomércio e Sebrae têm atuado de forma integrada para criar condições favoráveis à implantação e ao acompanhamento de novos empreendimentos. Esse trabalho conjunto, segundo ele, tem sido fundamental para garantir que os investimentos encontrem suporte técnico, institucional e operacional desde a fase de implantação.
O resultado desse esforço é um volume expressivo de investimentos privados já contratados ou em execução no Estado, distribuídos em diferentes setores da economia.
Carteira bilionária de investimentos
Durante a entrevista, Longen mencionou que Mato Grosso do Sul concentra atualmente cerca de R$ 90 bilhões em investimentos privados. Os aportes estão espalhados por áreas como indústria, bioenergia, celulose, logística e agronegócio, refletindo a diversificação da base produtiva estadual.
Para o presidente da Fiems, esse volume só é possível porque o Estado oferece condições para que os empreendimentos não apenas se instalem, mas se desenvolvam com previsibilidade e acompanhamento constante.
Reforma tributária exige cautela
Durante a entrevista, Longen também comentou a reforma tributária em andamento. Para ele, o novo modelo precisa ser implementado com equilíbrio, evitando perdas de competitividade para a indústria nacional e impactos negativos sobre a atração de investimentos.
O dirigente ressaltou que a reforma foi amplamente debatida e que o setor industrial está preparado para apoiar as empresas durante o período de transição.
Transferência de conhecimento como estratégia
Segundo Longen, as federações de indústria de todo o país terão papel fundamental na disseminação de informações sobre o novo sistema tributário. A transferência de conhecimento é vista como essencial para minimizar dúvidas, reduzir riscos e garantir adaptação eficiente das empresas.
Ele avalia que, no médio prazo, a reforma tributária pode tornar o Brasil mais competitivo, desde que o processo seja conduzido de forma técnica e dialogada.
Flexibilidade nas relações de trabalho
Outro tema abordado foi o debate sobre a escala de trabalho 6×1. Longen defendeu que o assunto seja tratado com flexibilidade, respeitando as particularidades de cada setor produtivo.
Para o presidente da Fiems, negociações equilibradas são fundamentais para preservar a produtividade das empresas e a manutenção dos empregos.
Ao concluir a entrevista, Longen reforçou que o ambiente de negócios construído em Mato Grosso do Sul é resultado de planejamento, diálogo e cooperação institucional, elementos que seguem sendo a base para o crescimento econômico sustentável do Estado.