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AUMENTO COMBUSTÍVEL

Preço da gasolina e do diesel aumenta em MS após atualização do ICMS

O aumento das alíquotas do ICMS a partir de 1º de janeiro eleva os valores de gasolina, diesel e gás de cozinha em Mato Grosso do Sul, pressionando consumidores e transportadores.

Após acumular leve alta em dezembro de 2025, os combustíveis ficaram mais caros já nos primeiros dias deste ano. - Foto: Divulgação.
Após acumular leve alta em dezembro de 2025, os combustíveis ficaram mais caros já nos primeiros dias deste ano. - Foto: Divulgação.

Os combustíveis em Mato Grosso do Sul registram aumento nos primeiros dias de 2026, motivados pela atualização da alíquota do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. A medida, que passou a vigorar em 1º de janeiro, segue a legislação federal que padroniza o imposto em todo o país, com valor fixo por litro ou quilo e atualização anual.

De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), a mudança visa evitar perdas de arrecadação dos estados e simplificar a cobrança, mas, ao mesmo tempo, limita a autonomia local e incentiva o consumo de combustíveis fósseis, o que vem sendo criticado por especialistas.

Valores por tipo de combustível

O aumento médio do ICMS reflete diretamente nos preços finais ao consumidor:

  • Gasolina: +R$ 0,10 por litro, totalizando R$ 1,57 de ICMS
  • Diesel comum: +R$ 0,05 por litro, total de R$ 1,17 de ICMS
  • Botijão de 13 kg de gás de cozinha: +R$ 1,04, atingindo R$ 1,47 por quilo

Em Campo Grande, a gasolina é vendida entre R$ 5,53 e R$ 5,99, enquanto o diesel comum varia de R$ 5,64 a R$ 7,17, dependendo do posto e região.

Edson Lazarotto, diretor-executivo do Sinpetro-MS, explica que o reajuste é exclusivamente tributário:

“O aumento do ICMS impacta imediatamente o preço final. Outros fatores, como preços da Petrobras ou fretes, não interferem nesse reajuste específico”, afirma.

Tendência de alta no início do ano

Mesmo antes da atualização do ICMS, os combustíveis já registravam elevação em dezembro de 2025. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o litro da gasolina subiu de R$ 5,47 para R$ 5,53 no preço mínimo e de R$ 5,93 para R$ 5,95 na média. O etanol também aumentou, saindo de R$ 3,96 para R$ 4,00 na média.

Segundo especialistas, novos reajustes ainda são possíveis ao longo do primeiro semestre, em função de fatores como demanda crescente, defasagem dos preços nacionais em relação ao mercado internacional e variação cambial.

Impacto dos Aumentos de Combustíveis

O preço da gasolina vendido pela Petrobras está atualmente 9% abaixo do valor de paridade internacional, enquanto o diesel apresenta diferença de 2%, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Essa defasagem pressiona a estatal e tende a provocar ajustes futuros, especialmente em períodos de maior consumo.

Impacto regional e papel do etanol

De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o Centro-Oeste apresentou alta em etanol, gasolina e diesel comum em dezembro de 2025, enquanto o diesel S-10 manteve estabilidade. O etanol teve aumento de 2,21%, para R$ 4,62 de média, e a gasolina subiu 0,15%, atingindo R$ 6,47.

Para Renato Mascarenhas, diretor da Edenred Mobilidade, o etanol continua sendo a opção mais econômica e sustentável, com impacto positivo na redução de gases de efeito estufa:

“Mesmo com os reajustes, o etanol se mantém competitivo financeiramente e contribui para uma mobilidade mais sustentável”, explica Mascarenhas.

Consequências para consumidores e setores econômicos

O aumento do ICMS afeta diretamente famílias e setores dependentes do transporte rodoviário, como comércio, logística e agricultura. Segundo economistas e especialistas em energia, além do efeito sobre o orçamento dos consumidores, o aumento do ICMS ressalta a importância de investir em fontes de energia renováveis e em soluções de mobilidade sustentável.

Recomendações e Alternativas

Especialistas recomendam que consumidores acompanhem regularmente os preços nos postos e considerem estratégias de economia, incluindo o uso de biocombustíveis, para minimizar o efeito do aumento tributário no orçamento doméstico.