Veículos de Comunicação

Oportunidade

ALL realiza blitz de segurança em passagens de nível

Evitar acidentes e otimizar a segurança do trânsito no local é indispensável para que as duas modalidades de transporte (rodoviário e ferroviário) convivam em paz

As informações visam a paz no trânsito -
As informações visam a paz no trânsito -

Equipe da América Latina Logística – ALL realizou, ontem (4), blitz de segurança na passagem de nível na Avenida Ranulpho Marques Leal, no km 7 da BR 262, em Três Lagoas. Com o apoio do efetivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), condutores de carros, motocicletas e caminhões receberam orientações sobre segurança no trânsito próximo às PNs entre as 9h e as 10h30.

A BR 262 liga Três Lagoas a Campo Grande, e ainda é o principal acesso ao estado de São Paulo. Ela representa uma das principais alternativas logísticas para o escoamento da produção industrial de Três Lagoas – assim como a linha férrea, opção de transporte de cargas de empresas como a Cargill e a Fibria. Evitar acidentes e otimizar a segurança do trânsito no local é indispensável para que as duas modalidades de transporte (rodoviário e ferroviário) convivam em paz.

“No local, o tráfego de caminhões é intenso, impulsionado por esse desenvolvimento econômico do município. O fluxo de veículos se agrava também porque o trânsito da rodovia se confunde com o trânsito urbano: temos, muito próximo da passagem de nível, vias de entrada e saída para bairros residenciais”, explica Sylvio Costa Jardim, inspetor da PRF em Três Lagoas.

Passagem de Nível – A PN fica próximo ao Jardim dos Ipês, residencial recente – mas já populoso – na cidade. No ano passado, o município abriu uma nova passagem de nível à Rua João Thomes, para desafogar o tráfego de veículos na Avenida Ranulpho Marques Leal – em atendimento a pedidos dos próprios moradores do local. Mas de acordo com Sylvio, o entroncamento, ainda continua na preferência dos que precisam sair dos bairros próximos e pegar o acesso ao centro da cidade. “É mais cômodo passar pela rodovia, porque tem asfalto na Ranulpho. Então, o que é possível fazer, nós fazemos para melhorar a segurança: estamos em contato constante com o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes) para manter uma boa sinalização no local”, analisa.

Blitze – Segundo o inspetor, a recepção dos condutores à campanha tem sido boa. “Eles absorveram bem a ideia. A campanha já é realizada há alguns anos. Apesar de ainda ocorrer acidentes no local, como pequenas colisões traseiras, a gravidade diminuiu muito desde a realização das campanhas de segurança. Nossa preocupação é essa, também: evitar acidentes como a colisão de veículos que transportam combustíveis ou cargas perigosas com os vagões de trem”, enfatiza.

Luisa Helena Leite Oliveira, técnica de Gente e Gestão da ALL, explica que as blitzes de segurança acontecem periodicamente: “A malha de Mato Grosso do Sul se estende de Três Lagoas a Corumbá. Toda segunda-feira, a blitz acontece em algum município do Estado cortado pela linha férrea: Três Lagoas, Campo Grande, Aquidauana ou Corumbá. A campanha teve início em 2007, quando a empresa assumiu a concessão da malha viária no Estado. Fazemos esse tipo de ação em seis estados”.

Quando os condutores são abordados, as principais informações repassadas pela ALL são referentes à frenagem do trem. “O trem leva cerca de um quilômetro para frear. Quando todos os freios são acionados, os vagões também correm o risco de descarrilar. Muitas vezes, quando algum carro cruza a linha, não há como parar a tempo de evitar o choque, mesmo com os freios acionados”, diz Luisa.

De acordo com a técnica, as blitzes surtem efeitos positivos nas mudanças de hábito dos condutores: “Também realizamos palestras nas escolas para as crianças. É um investimento para o futuro, porque elas cobram um bom comportamento dos pais”. Odair Xavier, condutor e morador de Três Lagoas, sabe bem da importância de rodar com segurança por onde há passagens de nível: “Tenho fazenda em Água Clara, então todos os dias cruzo algumas delas. Acho ótimo haver esse tipo de campanha, porque tem motorista que tem respeito e consciência no trânsito. Mas outros não pensam do mesmo jeito. O trem está aí, este é o traçado dele e temos que respeitar”, finaliza.