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Com pior salário do Brasil, bombeiros do Rio sofrem com dívidas e dupla jornada de trabalho

Militares dizem que permanecem na tropa por vocação e amor à profissão

O movimento dos bombeiros do Rio de Janeiro na luta por melhores salários surpreendeu a população não apenas pela capacidade de mobilização dos militares e de suas famílias, mas também por expor a situação de uma tropa insatisfeita. Com o pior salário da categoria no país, os bombeiros fluminenses sofrem com endividamentos. A maioria mantém dupla jornada de trabalho, com os chamados "bicos" nos dias de folga.

Um bombeiro sem dependentes começa ganhando R$ 1.198,24, enquanto que os que declaram os dependentes recebem R$ 1.416,89, sem contar as gratificações. Com uma remuneração carregada de “penduricalhos” (auxílio-moradia e a auxílio-dependentes, por exemplo) não incorporados ao salário quando o militar se aposenta, a maioria dos bombeiros faz bicos para complementar a renda.

O salário defasado faz com que muitos deles estejam atolados em empréstimos consignados, o que aflige boa parcela dos servidores públicos. Há casos de militares com até sete empréstimos descontados direto na folha de pagamento.