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Corinthians diz já ter garantias para construção de estádio em SP

Prazo para apresentar cronograma à Fifa vence na próxima semana

O diretor de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, disse nesta sexta-feira (8) que o clube vai apresentar na próxima semana as garantias financeiras exigidas para que a Fifa confirme a abertura do evento no estádio em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. O prazo para apresentação dessas garantias vence na segunda-feira (11). "O que precisaria negociar para estar com os pedidos da Fifa atendidos até terça ou quarta, está sendo executado", disse Rosenberg. Ele admite que pode haver adiamento da data ou a entrega de documentos no prazo, com a possibilidade de complementação, mais tarde, do atendimento a algumas exigências.

O dirigente deixou claro que o detalhamento dos itens para atendimento às exigências da Fifa ocorre simultaneamente com as negociações. De acordo com ele, uma equipe trabalha no detalhamento do cronograma físico-financeiro da obra. Outra trabalha para detalhar a mudança do padrão do estádio de 45 mil para 65 mil lugares.

"Quero mostrar para eles (Fifa) como fica a situação de coloca-e-tira as arquibancadas. Também nisso a gente tem um pessoal trabalhando."  Segundo Rosenberg, na próxima semana chega ao Brasil uma missão da empresa que faz o cálculo estrutural do teto do estádio. "São reuniões que vamos ter segunda, terça, talvez até quarta. Isso é um elemento importante para definir o custo do estádio", afirmou.

Preço
O Corinthians ainda negocia com a construtora Odebrecht o valor do estádio para 65 mil pessoas exigido pela Fifa. Rosenberg afirmou que o contrato deve girar em torno de R$ 650 milhões a R$ 700 milhões", mas deixou claro que, como busca um preço fixo, estuda a possibilidade de incluir no preço a inflação estimada até a conclusão da obra.

"Com a inflação embutida até a conclusão, deve ficar perto de R$ 830 milhões a R$ 850 milhões, dependendo da taxa de inflação que se vai querer embutir", afirmou. Procurada pelo G1, a Odebrecht informou na noite desta sexta-feira que o valor e a estrutura financeira do empreendimento estão sendo discutidos.

Parte do dinheiro para construção do estádio deve ser garantida por meio da emissão de R$ 420 milhões em Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs) emitidos pela Prefeitura de São Paulo, que o Corinthians e a Odebrecht poderão vender no mercado. Esses certificados, comprados por preço menor do que o valor de face, poderão ser utilizados por investidores para quitar dívidas em impostos municipais. A lei que trata dos CIDs foi aprovada na Câmara Municipal, mas até sexta-feira à noite ainda aguardava sanção do prefeito Gilberto Kassab.

Outra parte do dinheiro será proveniente de uma linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinada à construção de arenas. Segundo Rosenberg, o BNDES garante o empréstimo, mas a estrutura da operação exige que um banco estatal ou privado entre como repassador dos recursos. Para fazer o serviço, os bancos cobram taxa de administração. O Corinthians e a Odebrecht  selecionam a opção mais em conta.