Foi publicado hoje, no Diário Oficial do Estado, o decreto “fechando” a fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai. A proibição do trânsito de animais e produtos é válida por cinco dias, prorrogáveis por até mais dez dias.
O governo oficializou a proibição, em MS, do ingresso de veículos, produtos e subprodutos orgânicos e agropecuários originários do Paraguai, de disseminação de febre aftosa.
O veto à entrada de produtos tenta evitar que o vírus da aftosa, detectado pouco mais de uma semana no Departamento de San Pedro, 130 km da fronteira Brasil-Paraguai, “pegue carona” em veículos e chegue ao Estado.
No período de vigência do decreto, a sugestão do governo é que o Ministério da Agricultura autorize o desvio do tráfego dos produtos de origem vegetal (como soja, milho e sementes) para outro local. Uma das sugestões é o Paraná.
O período de fronteira fechada para os produtos agropecuários de origem paraguaia vai servir para que Mato Grosso do Sul monte a logística das barreiras móveis e fixas. Quinze já foram ativadas. Nestes locais, os veículos são desinfetados.
O trânsito de animais – como suínos, bovinos e ovinos – entre Brasil e Paraguai já estava proibido desde a última terça-feira. Foi determinada a suspensão temporária da importação de animais vivos e produtos in natura provenientes do país vizinho.