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Lançada campanha contra queimadas em Três Lagoas

Para a Promotora Ana Cristina, o grande desafio da campanha ?Três Lagoas Contra o Fogo? não são as grandes queimadas

Foi oficialmente lançada em Três Lagoas a campanha contra as queimadas, na manhã desta quinta-feira (29), no auditório do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE), anexo ao prédio da Escola Estadual Afonso Pena, na presença da maioria dos diretores e diretoras das Escolas Estaduais.

No lançamento, estavam o secretário de Meio Ambiente, Mateus Arantes; Promotora de Justiça, Ana Cristina Carneiro Dias, representando o Ministério Público Estadual; e o Delegado de Polícia e secretário do Conselho Municipal de Cidadania e Segurança Pública de Três Lagoas (COMCISP), Paulo Henrique Rosseto de Souza.

A campanha é uma realização do COMCISP e da Prefeitura de Três Lagoas, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, com o apoio do Ministério Público Estadual, Polícia Civil e Polícia Militar Ambiental (PMA).

“Nosso projeto principal, no momento, é a campanha contra as queimadas. Sabemos o quanto elas causam de problemas à comunidade. Quando ocorrem, são muitos os prejuízos, precisando da mobilização do Corpo de Bombeiros, ambulâncias do Samu (Serviço Móvel de Urgência) e outros”, comentou Paulo Rosseto.

“Infelizmente, as queimadas são comuns e frequentes. Quando há a denúncia, sentimos a dificuldade de localizar o responsável. Por Lei, a responsabilidade recai sobre o proprietário do imóvel e aquela pessoa, que deveria responder pelo crime, acaba escapando ileso”, observou Mateus Arantes. Ele informou que, em apenas uma semana, foram notificados 60 proprietários de imóveis, em decorrência de queimadas. O telefone para denúncias de queimadas, da secretaria de Meio Ambiente, é 3929-1249, informou Mateus Arantes.

Para a Promotora Ana Cristina, o grande desafio da campanha “Três Lagoas Contra o Fogo” não são as grandes queimadas. “O grande desafio é acabar com o pequeno fogo”, disse. Ela se referiu ao errôneo costume de se atear fogo em lixos domésticos e entulhos. Essa prática, além de ser perigo eminente para o surgimento de incêndios de grandes proporções, contamina o solo e acaba também prejudicando a qualidade do ar que respiramos, conforme ressaltou Ana Cristina.