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Alerta

Casos de Chikungunya já são registrados em Três Lagoas em 2026

Avanço da doença acompanha cenário regional e reforça a importância das ações de prevenção e do combate ao mosquito Aedes aegypti no município

Em 2025, Três Lagoas registrou 84 casos da doença - Foto: arquivo
Em 2025, Três Lagoas registrou 84 casos da doença - Foto: arquivo

O ano de 2026 começou com registros de chikungunya em Três Lagoas. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Setor de Endemias, somente neste mês já foram confirmados três casos da doença no município. Embora o número ainda seja considerado baixo, o cenário acende um sinal de alerta para a necessidade de intensificar as ações de prevenção.

O crescimento dos casos acompanha um movimento observado em outras regiões do país, influenciado especialmente pela epidemia registrada no Paraguai no fim do ano passado. A expansão avançou inicialmente para municípios da região Sul e, agora, chega ao Centro-Oeste, refletindo também na realidade local.

Nos anos anteriores, os números mostram uma evolução significativa. Em 2024, Três Lagoas confirmou 34 casos de chikungunya. Já em 2025, esse total saltou para 84 registros, mais que o dobro do período anterior. Em 2026, mesmo ainda no início do ano, os primeiros casos reforçam a importância da vigilância contínua.

O Setor de Endemias destaca que o mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya, é o mesmo responsável pela dengue, o que torna as medidas de combate ainda mais estratégicas. A eliminação do vetor contribui diretamente para a prevenção das duas arboviroses. Outro ponto de atenção é o fato de a chikungunya poder provocar sintomas crônicos, como dores persistentes nas articulações, que podem comprometer a qualidade de vida dos pacientes por longos períodos.

As equipes de saúde orientam a população a manter quintais limpos, eliminar recipientes que possam acumular água, desobstruir calhas e descartar corretamente o lixo. Durante as vistorias, os focos mais recorrentes continuam sendo recipientes abandonados, lixo acumulado e locais com água parada.

A Secretaria de Saúde também reforça que qualquer sintoma suspeito, como febre alta, dores intensas nas articulações e manchas vermelhas na pele, deve ser comunicado imediatamente à unidade de saúde mais próxima. A identificação rápida dos casos é fundamental para evitar a transmissão e impedir o avanço da doença no município.