
Uma bebê de 1 ano e 8 meses, encontrada sozinha, no bairro Vila Zuque, em Três Lagoas, já está novamente sob os cuidados da mãe. O caso mobilizou a Polícia Militar, o Conselho Tutelar e levantou alerta sobre situações de negligência envolvendo dependência química.
A criança foi localizada na rua Maria Guilhermina Esteves, após sair sozinha da residência onde mora com os pais. Um empresário que passava pelo local percebeu a situação, tentou localizar os responsáveis e, sem sucesso, acionou a Polícia Militar.
Dentro da casa, os policiais encontraram latas de cerveja e vestígios de cocaína, cenário considerado inadequado para a permanência de uma criança. O pai da criança estava no imóvel e, segundo a polícia, apresentava sinais de embriaguez e uso de entorpecentes.
O Conselho Tutelar foi acionado e assumiu o atendimento do caso. A conselheira Adriana Alves Pereira, que estava de plantão no dia da ocorrência, explicou a versão apresentada pela mãe da criança.
“Ela relatou que saiu rapidamente para ir ao mercado e deixou a criança no celular com o genitor. Segundo ela, o portão estava fechado e alguém teria aberto, permitindo que a criança saísse para a rua”, afirmou a conselheira.
De acordo com Adriana, a família vive em uma casa simples, mas o principal fator de risco identificado foi o uso de drogas por parte do pai.
“O que realmente ficou comprovado é que se trata de uma residência humilde, mas o vício do genitor foi determinante para que essa situação acontecesse”, destacou.
A mãe da criança é adolescente e está grávida do segundo filho. Ela negou fazer uso de drogas e, segundo o Conselho Tutelar, mantém os cuidados básicos com a filha bebê.
“Verificamos a carteira de vacinação e estava tudo em dia. Também foi conferido o cartão de pré-natal da mãe, e estava tudo regular”, explicou Adriana.
Após os procedimentos legais, a criança foi acolhida temporariamente e, depois da avaliação da situação familiar, retornou para a mãe, permanecendo sob acompanhamento da rede de proteção social.
“Encaminhamos a família para o Cras e o Creas, que farão o acompanhamento contínuo, justamente para evitar que situações como essa se repitam”, completou a conselheira.
Ainda segundo o Conselho Tutelar, casos envolvendo negligência associada à dependência química são recorrentes no município.
“São inúmeras ocorrências. Muitas denúncias envolvem precariedade na higiene, alimentação e segurança, o que compromete diretamente a saúde das crianças”, finalizou.
O caso segue sendo monitorado para garantir a segurança e o bem-estar da criança.