
O dia 30 de janeiro é uma data especial para os apaixonados por histórias em quadrinhos, especialmente para aqueles que, além da diversão, carregam nas “revistinhas” lembranças da infância e preservam o vínculo com o passado.
A escolha da data é uma homenagem à publicação de Nhô-Quim, considerada a primeira HQ brasileira. Desde então, centenas de novas histórias surgiram e conquistaram diferentes gerações. Entre as mais icônicas estão Turma da Mônica, O Menino Maluquinho e, atualmente, Chiclete com Banana, uma das mais procuradas pelos colecionadores.
Marcos de Oliveira Machado Filho, proprietário de um sebo em Três Lagoas, dedica parte do espaço especialmente às histórias em quadrinhos. Lá é possível encontrar discos de vinil, livros, artesanatos e, claro, uma variedade de HQs que despertam memórias e despertam novas paixões.
“Trago isso desde sempre comigo. Sou aficionado por leitura e não diferencio livros de revistas em quadrinho. Acredito que, de uma forma diferente, elas também têm muito a oferecer em conteúdo para nós”, destaca Marcos.
Para os especialistas, as HQs vão muito além do entretenimento. Elas refletem a sociedade, abordam temas complexos e contribuem para a formação cultural e crítica de leitores de todas as idades. A narrativa gráfica combina texto e imagem de forma única, tornando a experiência de leitura mais dinâmica e envolvente.
Além disso, o mercado de quadrinhos brasileiros tem mostrado crescimento, tanto no aspecto editorial quanto no colecionismo, fortalecendo espaços como sebos, livrarias especializadas e eventos culturais. Isso evidencia que as histórias em quadrinhos continuam vivas, adaptando-se às novas gerações sem perder seu valor histórico e afetivo.