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Padrasto suspeito de abusar de enteada é agredido por moradores do bairro Novo Oeste

Crime teria ocorrido na semana de ano novo e mãe continuado na casa com o agressor perto da filha

Após informações do suposto estupro correr na vizinhança, moradores se juntaram invadiram o apartamento e agrediram o suspeito. Foto: Alfredo Neto/RCN67.
Após informações do suposto estupro correr na vizinhança, moradores se juntaram invadiram o apartamento e agrediram o suspeito. Foto: Alfredo Neto/RCN67.

Na noite deste sábado 3, a Polícia Milita foi chamada para intervir em um linchamento de um homem suspeito de abusar sexualmente, de sua enteada uma menina de 7 anos, no Conjunto Habitacional Novo Oeste, residencial Bem-Te-Vi, em Três Lagoas, MS.

Ao chega no local os militares não encontrou nem a suposta vítima das agressões, nem os suspeitos de fazem “justiça com as próprias mãos”, e em contato com a moradora do local, foi informado aos policiais da Rádio Patrulha, que na quarta-feira (31), véspera de feriado, a filha teria relatado ter sofrido abusos sexuais por parte do padrasto e o caso sido levado por policiais militares, à Polícia Civil.

Após o registro da ocorrência a vida, teria voltado ao “normal no lar”, mas após o fato ser comentado entre a vizinhança, um grupo de pessoas se revoltaram com a situação e na noite deste sábado decidiram fazer justiça com as próprias mãos, dando uma surra no suspeito que mesmo estando em desvantagem, teria conseguido fugir das agressões. Sabendo que a Polícia Militar teria sido chamada por testemunhas, os ‘justiceiros’ deixaram o local.

No local os militares fizeram uma vistoria no imóvel e o Conselho Tutelar foi chamado, para acompanhar a ocorrência e a menor. Mãe e filha foram levadas para à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde o caso foi registrado e será acompanhado pela Vara da Infância e Juventude. Durante o deslocamento dos militares das duas viaturas de Rádio Patrulha e Conselho Tutelar para a delegacia, marginais teriam adentrado no imóvel para vandalizar os móveis e realizar furtos, ligações foram feitas ao telefone 190, mas nenhum suspeito foi preso.