
Janeiro é marcado, em todo o país, pela campanha Janeiro Roxo, iniciativa nacional de conscientização, prevenção e enfrentamento da hanseníase — doença infectocontagiosa que, apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, ainda representa um importante desafio de saúde pública no Brasil. A mobilização chama atenção para a importância do diagnóstico precoce, da redução do estigma e do fortalecimento das ações de vigilância e tratamento gratuito ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sobretudo em regiões mais vulneráveis, onde a doença mantém caráter endêmico.
Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil ocupa a segunda posição mundial em número de novos casos. Em 2024, mais de 22 mil diagnósticos foram registrados, mantendo índices elevados de detecção, mesmo com tendência histórica de redução. As informações consolidadas de 2025 ainda não haviam sido divulgadas até o fechamento desta edição. Levantamento do Datasus indica que, entre 2016 e agosto de 2025, o país contabilizou mais de 290 mil novos casos. No mesmo período, Mato Grosso do Sul registrou 4.376 notificações, número próximo à população de pequenos municípios do estado.
Em Três Lagoas, houve aumento de casos. Em 2024, foram 14 diagnósticos; em 2025, até o início de dezembro, 20 novos registros, crescimento de 42,86%. No período, 24 pacientes estavam em tratamento na rede pública. O acompanhamento é realizado pela rede de Saúde, e dependendo da necessidade do paciente, são encaminhados para outros profissionais.
Complexidade básica, por exemplo, os atendimentos são feitos no Postos de Saúde. Média Complexidade, leva o paciente para um cardiologista, por exemplo. E a Alta Complexidade, onde há casos levados até mesmo para as salas de cirurgia.