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Vereador Sargento Rodrigues detalha situação do Plano Diretor, que define o futuro de Três Lagoas

Segundo ele, o novo plano é fundamental para destravar investimentos, reduzir burocracias e adequar a cidade à realidade atual

Entre os pontos de destaque da revisão está a possibilidade de instalação de um porto fluvial da Bracell no município, tema que vem sendo discutido entre o Executivo e representantes da empresa. Foto: Reprodução/TVC HD.
Entre os pontos de destaque da revisão está a possibilidade de instalação de um porto fluvial da Bracell no município, tema que vem sendo discutido entre o Executivo e representantes da empresa. Foto: Reprodução/TVC HD.

A revisão do Plano Diretor de Três Lagoas deve marcar uma nova fase de desenvolvimento urbano, econômico e social do município. O tema foi detalhado pelo vereador Adriano César Rodrigues, o Sargento Rodrigues, líder do prefeito na Câmara Municipal, durante entrevista ao programa RCN Notícias, da TVC HD canal 13.1. Segundo ele, o novo plano é fundamental para destravar investimentos, reduzir burocracias e adequar a cidade à realidade atual.

Atualmente em vigor, o Plano Diretor de Três Lagoas é de 2006, considerado ultrapassado diante do crescimento populacional, da expansão urbana e dos investimentos realizados nos últimos anos, especialmente em drenagem e infraestrutura. Para o vereador, a atualização é urgente.

“Nós precisamos destravar Três Lagoas. O plano que está em vigor é arcaico, de 2006, e não acompanha mais a realidade da cidade. Essa revisão vai atender os anseios da população, dos empreendedores e de quem sonha em construir a própria casa”, afirmou Sargento Rodrigues.

Entre os pontos de destaque da revisão está a possibilidade de instalação de um porto fluvial da Bracell no município, tema que vem sendo discutido entre o Executivo e representantes da empresa. O vereador explicou que o prefeito Cassiano Maia optou por não enviar o projeto no fim de 2025 justamente para ampliar o diálogo e garantir responsabilidade ambiental.

“O prefeito teve sensibilidade. Preferiu ouvir, dialogar e, se necessário, fazer ajustes no Plano Diretor antes de enviar à Câmara. O foco é gerar emprego e renda, sempre com responsabilidade ambiental”, explicou.

Outro ponto central da proposta é a redução do tamanho mínimo dos terrenos, o que, segundo Rodrigues, deve baratear o valor dos lotes e facilitar o acesso da população à moradia.

“Quando você reduz o tamanho do lote, automaticamente reduz o preço. Um terreno de 360 metros é um valor. Um de 240 metros é outro, muito mais acessível. Isso é política social na prática”, destacou.

A revisão também propõe mudanças nas exigências de estacionamento obrigatório, impermeabilização do solo e captação de águas pluviais dentro dos terrenos — regras que, na avaliação do vereador, hoje dificultam tanto pequenos empreendimentos quanto construções residenciais.

“Não faz sentido obrigar uma pessoa a fazer uma fossa dentro do quintal para água da chuva quando o município já investiu milhões em drenagem. O poder público precisa parar de impor burocracias que só dificultam a vida do cidadão”, pontuou.

Sargento Rodrigues também ressaltou os investimentos já realizados em drenagem, pavimentação asfáltica e infraestrutura, especialmente em bairros como Violeta, Imperial, Flamboyant e Vila Alegre, e reconheceu que, mesmo com os avanços, desafios ainda existem, principalmente em períodos de chuvas intensas.

“Três Lagoas é uma planície. Quando chove muito, transtornos acontecem. Mas os investimentos estão sendo feitos, e a cidade é outra realidade hoje”, afirmou.

Na área social, o vereador destacou a importância da revisão do Plano Diretor para ampliar políticas habitacionais e facilitar financiamentos.

“Com o novo plano, vamos facilitar a construção de moradias e dar condições reais para as famílias realizarem o sonho da casa própria”, disse.

O parlamentar reforçou que a expectativa é de que o Plano Diretor seja analisado e aprovado ainda no início de 2026, inclusive com a possibilidade de convocação de sessões extraordinárias, se necessário.

“Esse plano vai destravar a vida da população e preparar Três Lagoas para o futuro. É um compromisso com o desenvolvimento da cidade”, concluiu.