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Expansão

Setor florestal amplia protagonismo e projeta novo ciclo de crescimento em 2026

Área plantada de eucalipto alcançou 1,88 milhão de hectares, com projeção de chegar a 2,5 milhões nos próximos anos

Expansão das áreas de eucalipto reforça MS como referência global na produção de celulose. Foto: Arquivo/RCN67
Expansão das áreas de eucalipto reforça MS como referência global na produção de celulose. Foto: Arquivo/RCN67

O setor florestal de Mato Grosso do Sul inicia 2026 consolidado como um dos principais vetores de crescimento econômico do Estado. A presença de fábricas de celulose em Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo, a unidade em construção em Inocência e novos projetos em análise reforçam a posição do Estado como maior polo de celulose do país e referência internacional em silvicultura.

Levantamento recente indica que a área plantada de eucalipto alcançou 1,88 milhão de hectares, com projeção de chegar a 2,5 milhões nos próximos anos. Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento, Jaime Verruck, o avanço confirma Mato Grosso do Sul como uma das principais fronteiras florestais do mundo, sustentada por planejamento, tecnologia e atração de investimentos. De acordo com Verruck, existe um horizonte de pelo menos seis anos de novos aportes com a entrada em operação e ampliação das fábricas da Arauco, Bracell e Eldorado Brasil.

A produção estadual de celulose deve ultrapassar 7,5 milhões de toneladas e pode alcançar entre 18 e 19 milhões nos próximos anos, impulsionada pela expansão industrial e pela ampliação das áreas de plantio. O Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência, representa um dos maiores investimentos do setor, com aporte estimado em 4,6 bilhões de dólares e capacidade prevista de 3,5 milhões de toneladas por ano.

Outros empreendimentos reforçam o cenário de crescimento para 2026. A Bracell anunciou a instalação de uma fábrica em Bataguassu e há tratativas em andamento para uma nova unidade em Água Clara, ampliando a cadeia produtiva florestal e fortalecendo a Costa Leste como eixo estratégico da indústria de celulose.

O diretor-executivo da Reflore MS, Benedito Mário, destaca que o setor atravessa a melhor fase no Estado, com potencial para absorver novos investimentos. Segundo ele, existe um horizonte de aproximadamente 13,5 milhões de hectares aptos para a atividade florestal, permitindo a expansão sustentável e a recuperação de áreas degradadas.

Além do crescimento das áreas plantadas e da produção, o setor florestal segue avançando em mecanização e sustentabilidade. Empresas de celulose investem em tecnologia para aumentar a eficiência das operações e reduzir impactos ambientais. Entre os desafios acompanhados para 2026 estão a ampliação da infraestrutura logística e a formação de profissionais para atender a cadeia produtiva, especialmente nas atividades florestais.

Com novos projetos industriais, expansão das florestas plantadas e investimentos públicos e privados, o setor florestal de Mato Grosso do Sul projeta manter em 2026 o ritmo de crescimento que posiciona o Estado como um dos principais polos globais da celulose.