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Campo Grande, 21 de maio

"No palanque eu não subo", dispara Zeca sobre possível aliança entre PT e André

Ex-governadores disputaram várias eleições e são adversários antigos; Puccinelli venceu Zeca em 1996 e 2010

Por Nyelder Rodrigues
13/05/2022 • 17h00
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Um palanque contando com dois ex-governadores, André Puccinelli (MDB) e Zeca do PT, pedindo votos para Lula como presidente. O cenário almejado por muitos não irá se concretizar nestas eleições, já que o próprio Zeca do PT se recusa a dividir o espaço com André.

Em entrevista ao vivo ao Jornal CBN Campo Grande nesta sexta-feira (13), Zeca reforçou articulação já revelada anteriormente pela reportagem de que André pode se aliar ao PT e dividir com Lula o palanque em Mato Grosso do Sul.

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Ele frisa que não fará nenhuma objeção ao pacto, se ele for confirmado, mas ainda assim demonstra contrariedade ao mesmo. "Eventualmente, em função dos acordos do diretório nacional com o MDB, se tiver que abrir para o André, sem problema nenhum. Mas no palanque eu não subo. Vou continuar no cchão, fazendo minha campanha e a do Lula", dispara.

Zeca é pré-candidato a deputado estadual após ter desistido de disputar o Governo do Estado. A situação foi explicada por ele também durante o Jornal CBN Campo Grande, onde destaca a necessidade de ter entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões para tocar uma campanha.

Contudo, não só André pode se aliar ao PT em Mato Grosso do Sul. Outro que pode fechar acordo ainda é o ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD). Essa situação ainda é vista como distante, já que Marquinhos rechaça tal aliança, ao contrário de seus irmãos.

"Se Lula trabalha aliança com o PSD já para esse primeiro turno, evidentemente temos que ser generosos e não ter a petulância de que somos donos de tudo, temos que discutir com partidos aliados. A questão fundamental é que tem que assumir a candidatura de Lula", explica.

O ex-governador completa ainda as pré-candidaturas de Rose Modesto (União Brasil) e Eduardo Riedel (PSDB) não são viáveis pois já assumiram o lado bolsonarista. "Acho um equívoco", destacou o cacique petista ao falar da escolha de Riedel, a quem ele disse gostar muito, assim como elogiou o governador Reinaldo Azambuja e a gestão tucana.

"Resta na possibilidade das negociações, que não são minhas, são da direção estadual orientada pela nacional, conversar com o Marquinhos, que a princípio nos rejeita, e com o Puccinelli, que me parece ter pedido audiencia com a direção nacional do PT", revela.

ELOGIOS

Zeca aproveitou ainda para fazer elogios a pré-candidata do partido ao Governo do Estado, a advogada Giselle Marques, afirmando concordar com a "inteligente escolha". "Ela é uma belíssima figura, mulher preparada, militante de causas populares. O PT segue trabalhando a candidatura da Giselle sem abrir mão da orientação da nacional".

No caso, o diretório petista em Brasília (DF) quer um candidato com mais musculatura política, fortalecendo assim também a campanha de Lula no Estado. Daí, mesmo com a continuidade da pré-candidatura próprio, o partido negocia com outros nomes.

Um dos interlocutores dessa negociação é Fabio Trad, deputado federal pelo PSD e irmão de Marquinhos. Fabio também foi alvo de elogios diversos. "Tenho profunda admitiração por uma figura da família [Trad] que é o Fabio. Figura extraordinariamente grande. Tenho por ele admiração", conclui Zeca em sua entrevista à CBN Campo Grande.
 

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