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Três Lagoas, 16 de junho

Três Lagoas faz 109 anos: famílias tradicionais deixam seus legados

Na quinta reportagem especial sobre os 109 anos de Três Lagoas, vamos conhecer um pouco das famílias tradicionais na cidade

Por Ana Cristina Santos
07/06/2024 • 11h49
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Três Lagoas é uma cidade formada por muitos imigrantes. As primeiras famílias que chegaram no município vieram de outros estados em busca de terras e oportunidades nessa região. Na quinta reportagem especial sobre os 109 anos de Três Lagoas, vamos conhecer um pouco das famílias tradicionais na cidade.

De acordo com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e o Núcleo de Documentação Histórica e Grupo de Educação Tutorial (pet-história) de Três Lagoas, a história do município começou com a vinda dos sertanejos do triângulo mineiro. Por volta de 1828, Joaquim Francisco Lopes iniciou a exploração da região com uma expedição composta de 11 pessoas, organizada em monte alto, onde estavam os irmãos José Garcia Leal e Januário Garcia Leal.

Junto desses sertanejos, vieram outros mineiros, paulistas e goianos. Dessa forma, na metade do século XIX grande parte das terras já estava delimitada pelo domínio dos Garcias, Lopes, Barbosas, Souzas e Pereiras. As famílias desses sertanistas eram numerosas e contribuíram para a apropriação de terras.

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Na década de 80, Protázio Garcia Leal, Antônio Trajano dos Santos e Luís Correia Neves Filho se fixaram na região com a criação de gado e atraíram comerciantes e peões. Eles se fixaram em três regiões do município três-lagoense, sendo o norte do Rio Sucuriú, na região do Ribeirão Beltrão; o Centro e atual perímetro urbano, na área das Três Lagoas e o Sul, na área do Rio Verde.

Protázio Garcia leal, nasceu em 1858, na Fazenda Barreiro, distante cinco léguas da então Vila de Santana (atual cidade de Paranaíba).  Era filho do tenente Francisco Garcia Leal e da Laudelina Carolina de Almeida, portanto, neto do desbravador e um dos fundadores de Paranaíba, o alferes Januário Garcia Leal e, por parte de mãe, segundo o próprio, descendente da família Freitas. Teve papel de destaque em desbravar os sertões bravios do então Sul de Mato Grosso, sendo considerado um dos fundadores de Três Lagoas, juntamente com o coronel Antônio Trajano dos Santos e Luiz Corrêa Neves.

A nossa reportagem conversou com o neto de Protásio Garcia Leal, o Protasio Garcia Borges, que mora em Três Lagoas, e prestes a completar 70 anos, relembra a história da família. Neto de Protázio Garcia Leal, Ranulpho Marques Leal, nasceu em Três Lagoas em 1916, um ano depois da fundação de Três Lagoas. Ranulpho foi pecuarista, político e prefeito de Três Lagoas, de 1955 a 1959.

A tradicional e importante avenida Ranulpho Marques Leal é em homenagem a ele, que foi inclusive, um dos fundadores e primeiro presidente do sindicato rural de Três Lagoas, em 1953.  Foi vereador na cidade também no período entre 1979 e 1982.  Encontramos a neta de Ranulpho Marques Leal, Ana Cláudia Leal de Souza, que perdeu o avo quando tinha 12 anos, mas ela tem boas recordações do período em que conviveu com ele.

Assim resumi Cláudia Leal, ao lado do netinho, que é tataraneto de Ranulpho Marques Leal. Outra família tradicional em Três Lagoas, é a Queiroz.  Encontramos o casal Aldenor de Freitas Queiroz e Kerma de Freitas Queiroz, sentadinhos em frente da casa onde mora, na rua Joao Silva, no Centro de Três Lagoas. Quando eles compraram o terreno no local a rua no Centro da cidade era de terra ainda.

Aldenador está prestes a completar 96 anos e a esposa Kerma está com 94 anos. São casados há 73 anos. Aos 12 anos, Aldenor começou trabalhar em uma farmácia até chegar o período de servir o Exército. Além de investir na construção de imóveis, Aldenor investiu também na pecuária, atividade que mantém até hoje.

Muitas famílias tradicionais de Três Lagoas chegaram à cidade quando ainda pertencia a Mato Grosso e acompanharam toda a divisão e a criação do novo estado, bem como todo o desenvolvimento e progresso de Três Lagoas. E assim como outros moradores que residem em Três Lagoas há mais de 50 anos, Aldenor e a esposa acompanharam de perto a chegada do progresso na cidade, que ele faz questão de demostrar seu amor.

Veja na reportagem abaixo: 

 

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