
A ferrovia do Projeto Sucuriú, lançada oficialmente nesta sexta-feira (6), em Inocência, representa um avanço significativo na agenda de sustentabilidade da indústria de celulose. A adoção do modal ferroviário permitirá reduzir em até 94% as emissões de CO₂ associadas ao transporte da produção.
De acordo com a Arauco, a nova linha férrea vai eliminar cerca de 190 viagens diárias de caminhões, contribuindo para a segurança viária, a redução de custos logísticos e a diminuição do impacto ambiental nas rodovias da região.
O projeto contará com 26 locomotivas, 721 vagões e capacidade para transportar até 9.600 toneladas por composição, conectando diretamente a fábrica de Inocência à Malha Norte e aos principais portos brasileiros.
Além do impacto ambiental positivo, a obra deve gerar cerca de mil empregos diretos durante a construção da ferrovia. Já o Projeto Sucuriú como um todo estima criar mais de 14 mil postos de trabalho na fase de implantação e cerca de 6 mil vagas diretas e indiretas durante a operação.
O diretor de Logística e Suprimentos da Arauco Celulose Brasil, Alberto Paganola usou a palavra e ressaltou que “Hoje, ao lançarmos a Pedra Fundamental dessa linha férrea, mostramos que sonhos bem planejados saem do papel, e quando saem do papel, movem desenvolvimento, sustentabilidade e futuro”
Por sua vez, Guilherme Theo Sampaio, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), acentuou que projetos bem estruturados e uma regulação bem feita trazem tudo o que o investidor, nacional ou estrangeiro, busca: estabilidade, previsibilidade e segurança jurídica. “E isso significa integração multimodal, tornando o Brasil eficiente ‘da porteira para dentro’ e ‘da porteira para fora’. Quem ganha com isso é o Brasil e os brasileiros”, salientou.
Aproximadamente 9 mil pessoas estão trabalhando na construção da maior fábrica de celulose do mundo. Cronograma está sendo cumprido à risca e prevê início das operações no fim de 2027.
