Os bebês gêmeos que foram espancados na semana passada pelo pai, com um relho, vão para um abrigo quando tiverem alta do Hospital Universitário, onde estão internados desde quinta-feira passada. O pedido foi do MPE (Ministério Público Estadual), que ajuizou solicitação de medida de proteção às crianças, de 9 meses.
A promotora da Infância e Juventude de Dourados, Fabrícia Barbosa de Lima, informou que a suspeita é de que a agressão partiu apenas do pai, que poderá ser afastado das crianças. A mãe tem 15 anos e contou que também sofreu ameaças de agressão do marido, que, segundo ela, é dependente químico. Ele tem 33 anos e está foragido.
As agressões aos bebês, um menino e uma menina, ocorreram na quinta à noite, em uma residência localizada no bairro Parque dos Coqueiros. As crianças sofreram cortes profundos no rosto e lesões por todo o corpo como braços, barriga e cabeça.
Vizinhos ouviram os gritos da criança e decidiram denunciar o caso. Uma equipe do Conselho Tutelar socorreu as crianças.
De acordo com informações do Hospital Universitário, das crianças é estável e elas não correm risco de morte.