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Após quatro anos, Andrés dá adeus e projeta Timão no ?topo do mundo?

Após superar câncer em 2011, cartola diz que clube brigará com gigantes europeus e promete mudar postura para assumir chefia de Seleções na CBF

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A pouco mais de uma semana de deixar a presidência do Corinthians, Andrés Sanches mistura cansaço, satisfação e euforia. No último domingo, o dirigente comemorou como uma criança no gramado do Pacaembu o último e principal título de sua gestão, amenizando a dor por não ter conseguido a tão sonhada Libertadores. Foram quatro anos de uma administração polêmica, mas que profissionalizou o futebol do clube mais popular de São Paulo e abriu o caminho para um futuro de sucesso.

– Vamos ser um dos clubes mais estruturados e ricos do futebol mundial – cravou.

Da terra arrasada que encontraram em 2007 após a queda do ex-mentor Alberto Dualib, Andrés e sua cúpula iniciaram a era mais produtiva na administração do Corinthians a partir da queda para a Série B. A dívida não foi paga (quase R$ 180 milhões) como foi prometido em campanha, mas o Timão triplicou receitas com estratégias agressivas de marketing, construiu um moderno centro de treinamentos e, em 2013, inaugurará a tão sonhada “casa própria” de 30 milhões de fiéis.

O presidente que contratou as estrelas Ronaldo, Roberto Carlos e Adriano, e colocou o Corinthians no cenário internacional, reconhece que esqueceu de uma das grandes forças do clube, a formação de jogadores. Entretanto, promete que seu grupo político, favorito a sucedê-lo nas eleições de fevereiro, fará uma reestruturação do departamento amador para fortalecer ainda mais a equipe profissional.

– Em cinco ou seis anos, 80% do time será base – garantiu.

Com quatro títulos, Andrés Sanches se despede do Timão no dia 15 de dezembro e passa o bastão a seu vice Roberto de Andrade até que o novo presidente seja eleito em 2012. Depois, quer curtir os filhos e esquecer os problemas de um ano em que precisou até superar um câncer maligno em meio ao Brasileirão. Em 2012, o ex-feirante que tentou ser lateral-direito deixa de ser o Andrés do Timão para assumir a chefia de Seleções na CBF, caminho mais do que aberto para o queridinho de Ricardo Teixeira ser o novo presidente da entidade em 2015.

– No futuro, pode ser. Mas acho que têm algumas pessoas na minha frente – admitiu.