
A prefeita Márcia Moura (PMDB) confirmou, em Brasília, através do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que a hidrovia Tietê-Paraná contará com investimento de R$ 1 bilhão, já a partir deste ano. A confirmação também foi feita ao deputado federal Edson Giroto (PR-MS), que acompanhou a prefeita à reunião com o ministro.
Segundo Nascimento, a maior parte do dinheiro, R$ 600 milhões, será do Governo federal por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e R$ 400 milhões serão do Governo de São Paulo.
Projeto
O projeto prevê o aumento da capacidade de trânsito de cargas, além de interligar a hidrovia a outros modais, como a linha férrea no oeste paulista. Este preocupação existe porque no ano passado foram transportados 5,6 milhões de toneladas na hidrovia e a previsão para 2011 é de 6,3 milhões, com crescimento ainda maior em 2012.
Este incremento de investimentos também é motivado pela instalação de fábrica de fertilizantes da Petrobras em Três Lagoas e a integração com alcoolduto, que vai utilizar a hidrovia para o transporte de etanol por meio de 80 barcaças e 20 empurradores, já encomendados pela Transpetro (subsidiária da Petrobras).
“É mais barato que o uso de caminhões ou trem, além de emitir menos gases poluentes. Um comboio tira das estradas 160 caminhões”, destacou Giroto.
De acordo com o parlamentar, a modernização e eliminação de gargalos vai possibilitar o escoamento da produção agrícola; do álcool e açúcar; e da fábrica de fertilizantes da Petrobras, de celulose e de metalugia. Vai reduzir custos, já que o gasto por tonelada no transporte por hidrovia é menor do que o pago no sistema rodoviário.
Para a prefeita Márcia, o investimento vai alavancar ainda mais o desenvolvimento de Três Lagoas. “É mais um canal para escoar a produção das industrias instaladas em nossa cidade e um atrativo a mais para novos investimentos”, comemorou a prefeita.
O ministro informou ainda que existe a intenção de construir uma ligação de 15 quilômetros da hidrovia com a malha ferroviária do Oeste paulista e ao longo do Rio Paraná, a hidrovia tem ou terá conexão ferroviária em Santa Fé do Sul/Aparecida do Taboado, Três Lagoas, Presidente Epitácio, Panorama, Rosana, além de Cianorte, Guaíra e Foz do Iguaçu, no Estado do Paraná.
O governador de SP, Geraldo Alckmin (PSDB) e o ministro dos Transportes estiveram reunidos em abril discutindo os detalhes do empreendimento. Na reunião ficou acertado a aplicação de R$ 1 bilhão na hidrovia.
Hidrovia
A hidrovia Tietê-Paraná possui 2.400 quilômetros navegáveis, entre vias primárias e secundárias, mais de seis mil quilômetros de margens lacustres e fluviais, passando por cinco estados brasileiros: São Paulo, Goiás, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, que, respectivamente são banhados pelos rios Tietê, Paraná, Grande, Paranaíba e todos seus afluentes, integrando também Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. A hidrovia abrange mais de 220 municípios, com uma área de influência de 800 mil quilômetros quadrados e capacidade de gerar 22.600 MW de energia elétrica.