
O carrasco brasileiro não necessitou vencer nenhuma partida para ir à decisão da Copa América. Nesta quarta-feira, o Paraguai voltou a precisar dos pênaltis para eliminar a surpreendente Venezuela por 5 a 3, após empate por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, e confirmou a vaga para o duelo na final contra o embalado e badalado Uruguai, no domingo, em Buenos Aires.
O Paraguai, que se defendeu durante toda a partida e foi salvo três vezes pela trave, contou com boas cobranças de Néstor Ortigoza, Lucas Barrios, Christian Riveros, Osvaldo Martínez e Darío Verón nos pênaltis para avançar. Já a Venezuela acertou com Giancarlo Maldonado, José Rey e Nicolás Fedor, mas Franklin Lucena perdeu a terceira da série: cobrou no canto, e Villar defendeu.
Assim, o Paraguai alcança a final da Copa América tendo empatado os cinco jogos que disputou: por 0 a 0 com o Equador na estreia, por 2 a 2 com o Brasil na rodada seguinte e por 3 a 3 com a própria Venezuela na última partida do Grupo B. Classificado como o último dos oito quadrifinalistas, ficou no 0 a 0 com o Brasil e levou a melhor nos pênaltis, por 2 a 0 – a Seleção verde e amarela desperdiçou as quatro cobranças.
A partida nesta quarta precisou ir para os pênaltis porque as traves impediram que a principal zebra da edição de 2011 da Copa América garantisse a classificação na final ainda no tempo normal ou na prorrogação: ao longo dos 120 minutos, a bola parou no poste do goleiro Justo Villar em três ocasiões.
A primeira delas foi ainda no primeiro tempo, aos 42min: o atacante Alejandro Moreno recebeu na entrada da área e cabeceou; Villar não alcançou e a bola explodiu no travessão. Um pouco antes, aliás, os venezuelanos chegaram a balançar as redes, aos 34min, após cabeçada do zagueiro Oswaldo Vizcarrondo, mas o árbitro mexicano Francisco Chacón sinalizou irregularidade na jogada e invalidou o gol.
Muito superior e mais perigosa na prorrogação, a Venezuela teve duas grandes chances de vencer a defesa paraguaia e o embalado Villar para conseguir a classificação à final em um intervalo de um minuto. Contudo, a trave voltou a barrar a equipe de camisa cor de vinho.
Aos 3min, Maldonado tocou forte para a entrada da área, a bola desviou no atacante Nicolás Fedor e, despretensiosamente, saiu do alcance de Villar e bateu na trave. Poucos instantes depois, o meia Juan Arango cobrou falta de longe e acertou o poste paraguaio.
A decisão da Copa América será realizada no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Estádio Monumental de Núñez, na única partida da Copa América a ser realizada na capital Buenos Aires. A 60 km dali, mas no sábado também às 16h, Venezuela e Peru ficam frente a frente na decisão do terceiro lugar, no Estádio Ciudad de La Plata, em La Plata.
Paraguai (5) 0 x 0 (3) Venezuela
Paraguai: Justo Villar; Marcos Cáceres, Paulo da Silva, Darío Verón e Ivan Píris; Édgar Barreto (Marcelo Estigarribia), Néstor Ortigoza, Christian Riveros e Jonathan Santana; Haedo Valdez (Roque Santa Cruz e depois Osvaldo Martínez) e Lucas Barrios. Técnico: Gerardo Martino
Venezuela: Renny Vega; Roberto Rosales, Grenddy Perozo (José Rey), Oswaldo Vizcarrondo e Gabriel Cichero; Franklin Lucena, Giácomo Di Giorgi, César González (Giancarlo Maldonado) e Juan Arango; Alejandro Moreno (Nicolás Fedor) e Salomón Rondón. Técnico: César Farías.
Cartões amarelos
Paraguai: Verón, Santana
Venezuela: Rosales
Cartões vermelhos
Paraguai: Jonathan Santana
Árbitro
Francisco Chacón (México)
Local
Estádio Malvinas Argentinas, em Mendoza (Argentina)