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Por Londres-2012, Assis banca Ronaldinho no Flamengo em 2012

Nos bastidores, os dirigentes rubro-negros garantem que a empresa está disposta a bancar Ronaldinho caso a Traffic saia realmente do negócio

Assis, Ronaldinho e Patricia Amorim na ocasião da chegada do craque ao Fla em janeiro -
Assis, Ronaldinho e Patricia Amorim na ocasião da chegada do craque ao Fla em janeiro -

O projeto “Londres-2012” é o que pesa para Assis, irmão e empresário de Ronaldinho, bancar a permanência do craque no Flamengo mesmo sem o acordo com a Traffic, empresa de marketing esportivo parceira na contratação do camisa 10. Se o Rubro-Negro pressiona a Traffic por uma definição, Assis não fica atrás e cobra uma solução das partes.

“O Ronaldo tem contrato até 2014 e a ideia é cumprir até o fim. Qualquer mudança terá de passar por um acordo entre as partes. Ele quer permanecer no Brasil e está muito feliz no Flamengo. O projeto de disputar as Olimpíadas do ano que vem motiva muito o atleta. É o que ele quer, além da possibilidade de jogar uma Libertadores. Foi um ano maravilhoso”, afirmou.

“Não posso mais falar por um lado ou outro. Flamengo e Traffic que precisam responder como as coisas vão ficar. Só queremos definir o quanto antes se vamos com a parceria atual, se o clube vai arcar sozinho, tudo isso. Agora é com eles”.

Enquanto é esperado um ponto final no imbróglio Fla-Traffic para a próxima semana, a agência 9ine, de Ronaldo Fenômeno, discute a renovação do contrato de patrocínio com a Procter & Gamble para 2012. Nos bastidores, os dirigentes rubro-negros garantem que a empresa está disposta a bancar Ronaldinho caso a Traffic saia realmente do negócio.

A 9ine nega a possibilidade. Por sua vez, a Traffic vê a situação com desconfiança e algumas partes envolvidas na condução do processo admitem que possa se tratar de um blefe para forçar razoável velocidade no acordo final.  Até a situação do projeto para a administração do Maracanã já foi colocada em pauta pelos dirigentes.

Na última segunda-feira, o craque completou quatro meses de salários atrasados. A dívida chegou aos R$ 3 milhões, valor considerado limite para Assis. A presidente Patricia Amorim tem afirmado que o impasse será resolvido com o irmão do jogador e J. Hawilla, dono da Traffic. Segundo pessoas envolvidas no negócio, a situação chegou a um ponto em que só as três partes podem equacionar a questão. Reuniões entre executivos da Traffic e o departamento de marketing do clube não surtem mais efeito no processo.

Alguns ajustes já foram acordados. O principal é de que o contrato envolve as três partes e o atraso de quatro meses da Traffic (R$ 750 mil/mês) não corresponde apenas a empresa de marketing esportivo, já que a engrenagem funciona em conjunto. Inclusive, os R$ 250 mil (parte do Flamengo) possuem a própria Traffic como fiadora.