Chuvas fortes com vento, granizo e alagamento causam a muitos moradores transtornos que podem ir além do momento do temporal. Recuperar estragos como telhas quebradas ou muro atingido por árvore requer cuidados, porque pode haver sério risco de acidente grave, alerta o Corpo de Bombeiros.
Energia
Um dos principais perigos é o de choque elétrico. Não é incomum que temporais de maior intensidade como os que ocorreram na Capital e em quase uma dezena de municípios desde o último fim de semana provoquem a queda de fios de energia.
O tenente-coronel Joilson Santos de Paula, chefe da Seção de Comunicação do Corpo de Bombeiros, orienta: se a fiação rompida estiver na área interna do imóvel, que é de responsabilidade do consumidor, o ideal é chamar um eletricista profissional para fazer o conserto; se o problema estiver na rede externa, com fiação solta na calçada, na rua ou caída sobre parte o imóvel, os bombeiros devem ser acionados imediatamente, assim como a empresa de energia.
Em articulação com a concessionária, os homens dos bombeiros, que são devidamente preparados para lidar com esse risco, vão cuidar para que os cabos sejam desenergizados para a operação de retirada. “A primeira coisa a fazer é isolar a área, evitar que qualquer pessoa tenha contato com fios ou cabos. Fora isso, nada mais deve ser feito, o cidadão nunca deve tentar consertar ele mesmo”, frisa o coronel.
Também pode haver risco de choque elétrico dentro da moradia em casos em que a residência é invadida pela água. Nessas situações, até a tentativa de desligar o interruptor pode significar perigo em função do contato dos pés com o chão molhado. A atitude certa é retirar as pessoas da casa, afastando da situação de perigo.
Telhados e árvores
Também é preciso cuidado com a ansiedade de consertar rapidamente telhados quebrados, por exemplo. Duas são as principais situações de risco: o fato de as telhas estarem escorregadias pela água e a possibilidade de a estrutura ceder por ter sido comprometida pelo temporal. “Nesse caso, proteja os materiais que estão dentro da casa, coloque uma lona, por exemplo, sempre atento para que pode ter risco de cair a estrutura. Então, ligue para os bombeiros auxiliarem”.
Em função das chuvas dos últimos dias ocorreram dois casos desse tipo na Capital. Em um deles, o telhado caiu sobre um morador, e no segundo dois homens sofreram queda ao tentar fazer conserto. “Uma telha que caia na cabeça de uma pessoa é suficiente para causar uma lesão grave”, alerta o profissional dos bombeiros.
Se a situação enfrentada é de árvore caída na rua, ou quebras parciais de galhos, emergencialmente deve ser chamado o Corpo de Bombeiros. A corporação vai cuidar da ação prioritária de liberação da via que estiver obstruída ou em situação iminente de risco. Feita essa etapa, entra o trabalho da prefeitura municipal, que vai cuidar do restante da limpeza. O tenente-coronel de Paula alerta que mesmo pessoas que tenham conhecimento do trabalho de corte não devem se arriscar a executar essa atividade em condições adversas.
“Ainda que o morador seja um militar, saiba qual a altura, tenha alguma experiência de fazer aquela atividade em uma situação normal, é preciso lembrar que esse conhecimento ele tem em situações normais. Com chuva, o risco é outro, e ele está sujeito a acidente”.