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Suposto assassinato de cacique pode ser `armação`, diz Moka

Waldemir Moka pediu que o governo federal defina com mais clareza as regras e demarcações das terras indígenas, evitando esse tipo de conflito

O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) disse que o suposto assassinato de um cacique guarany-kaiwá no estado do Mato Grosso do Sul “pode ser armação”. Em 18 de novembro deste ano, um acampamento de índios dessa etnia em Ponta Porã foi atacado e, desde então, um líder indígena está desaparecido.

A Polícia Federal já indiciou 11 pessoas pelo ataque, incluindo fazendeiros da região, mas a conclusão das investigações é de que não teria havido mortes durante o ataque e que o cacique estaria vivo, mesmo ainda desaparecido.

O parlamentar informou que os jornais da região estão afirmando que “caso do cacique desaparecido é armação”. Um dos indícios seria um saque do benefício previdenciário do cacique ocorrido após seu desaparecimento.

Waldemir Moka pediu que o governo federal defina com mais clareza as regras e demarcações das terras indígenas, evitando esse tipo de conflito entre fazendeiros que vivem há décadas em terras reivindicadas pelos indígenas.

– Sou daqueles que acham que a sociedade tem uma dívida com os povos indígenas. Mas é injusto que essa dívida, que é de toda a sociedade, seja debitada nas costas de um único segmento, os produtores rurais. Aí você acaba praticando outra injustiça – afirmou o senador.

Em aparte, a senadora Ana Amélia (PP-RS) concordou com o colega que a questão da demarcação de terras indígenas no Brasil é delicada e precisa de atenção redobrada das autoridades.