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Trabalhadores ateiam fogo em alojamento

Tumulto começou por volta das 19h40 e foi gerado pela falta de água por dois dias consecutivos

Viatura dos Corpo de Bombeiros foi apedrejada por trabalhadores insatisfeitos com a falta d?água em alojamentos -
Viatura dos Corpo de Bombeiros foi apedrejada por trabalhadores insatisfeitos com a falta d?água em alojamentos -

Trabalhadores que prestam serviços na construção da Eldorado Celulose atearam fogo em uma das unidades do alojamento, situado na BR-158 (que liga Três Lagoas a Selvíria). O tumulto teve início por volta das 19h40 e teria sido gerado por conta da falta de água para os funcionários. 

Conforme os trabalhadores que aguardavam do lado de fora o controle da situação, há dois dias não havia água para os funcionários. “A gente chega do trabalho cansado, suado e não consegue tomar banho porque não tem água. Isto revolta. O que a gente reivindica é só isto: água e comida de qualidade”, disse um trabalhador de 30 anos.

A mesma acusação foi feita por outro trabalhador. “Aqui é assim, quem chega primeiro do trabalho consegue tomar banho. O restante não. O caminhão pipa [da Prefeitura] vive vindo aqui para abastecer as caixas”, disse.

A princípio, o incêndio teria iniciado em um tipo de área de recreação. Quatro equipes do Corpo de Bombeiros foram chamadas para controlar o incêndio. Mas foram proibidas de atuar pelos manifestantes até a chegada da Polícia Militar. No tumulto, a viatura de combate à incêndios foi apedrejada e teve o para-brisas quebrado. “É complicado. A gente sem água e os bombeiros chegam com muita água para apagar o fogo. O pessoal está bastante revoltado. Perderam a cabeça”, disse outro trabalhador. Todos os entrevistados pediram para não serem identificados. Até às 21 horas, a Polícia Militar, com o apoio das duas equipes da Rondas Ostensivas Táticas do Interior (Rotai), permaneciam no local tentando controlar a situação. Conforme informações da PM, uma média de 25 a 30 policiais militares estão envolvidos na operação, que envolve tanto a segurança interna do alojamento quanto patrulhamento nas redondezas.

A equipe de reportagem tentou entrar em contato com funcionários da empresa Meta Serviços, responsável pelo gerenciamento do alojamento, mas foi informada de que não havia no local representantes autorizados a falar. 

A entrada da imprensa não foi autorizada. A situação foi controlada rápidamente. Porém, a polícia permanecia no local até o fechamento desta edição. Ainda não se sabe o número de pessoas envolvidas diretamente no tumulto.Nenhuma prisão havia sido confirmada pela polícia, nem existência de feridos.