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Plano Diretor pode autorizar portoviário da Bracell em Três Lagoas

Plano Diretor define diretrizes para o futuro de Três Lagoas

Revisão do Plano Diretor pode ser aprovada ainda neste mês, antes mesmo do fim do recesso do Legislativo. Foto: Arquivo/RCN67
Revisão do Plano Diretor pode ser aprovada ainda neste mês, antes mesmo do fim do recesso do Legislativo. Foto: Arquivo/RCN67

O início de 2026 coloca no centro do debate um dos projetos mais importantes para o futuro de Três Lagoas, o novo Plano Diretor, que pode destravar tanto o porto viário da Bracell quanto o Porto Seco de Três Lagoas. O porto da Bracell pode ser instalado no rio Paraná e servirá para carregamento de madeira da fábrica da empresa, prevista para ser instalada em Bataguassu.

O Plano Diretor está pronto, mas sua aprovação foi adiada devido a ajustes solicitados pela empresa. Segundo o vereador Adriano César Rodrigues, o Sargento Rodrigues, líder do prefeito na Câmara Municipal, o Legislativo poderá realizar uma sessão extraordinária em janeiro para votar o projeto, caso o presidente da Casa, Antônio Empeke Júnior, e o prefeito Cassiano Maia, considerem necessário. Caso não ocorra neste mês, a votação deve ocorrer em fevereiro, com o retorno dos vereadores do recesso parlamentar.

O texto passou por audiências públicas e recebeu contribuições de moradores, técnicos e representantes de entidades. A expectativa é que o documento final consolide as discussões realizadas e resulte em um planejamento urbano atualizado, alinhado à expansão da cidade e às demandas da comunidade.

No Legislativo, a avaliação é de que o novo Plano Diretor traga alterações positivas, construídas a partir da participação popular. A revisão é tratada como um marco para organizar o crescimento da cidade, estabelecer regras claras para uso e ocupação do solo e orientar políticas públicas para os próximos dez anos. “O novo Plano Diretor vai destravar o progresso com sustentabilidade, atendendo de forma responsável às demandas dos empreendedores do município”, destacou o vereador Sargento Rodrigues.

A aprovação do Plano Diretor é considerada decisiva para destravar projetos estruturantes que aguardam definição há anos, entre eles o Porto Seco de Três Lagoas, previsto em uma área de 100 mil metros quadrados na saída para Campo Grande, na Fazenda Rodeio, ponto estratégico pela ligação direta com a BR-262 e o ramal ferroviário. O Porto Seco é essencial para o desembaraço aduaneiro e o escoamento da produção industrial do município, especialmente do setor de celulose, principal responsável pelas exportações locais. Estudos da Receita Federal já definiram a área necessária e os parâmetros que vão embasar o processo de licitação.

Entre os pontos mais debatidos no Plano Diretor estão o tamanho mínimo dos lotes urbanos, atualmente fixado em 360 metros quadrados, e a possibilidade de redução para 240 metros quadrados em determinadas regiões. Outro tema sensível é a verticalização no entorno das lagoas, com faixa de 100 metros de restrição de altura limitada a 13 metros, além da exigência de áreas permeáveis nos terrenos para prevenção de enchentes e preservação dos lençóis freáticos.

O Plano Diretor orienta todo o desenvolvimento urbano e rural do município, definindo diretrizes para mobilidade, uso do solo, zoneamento e ocupação, sendo estratégico para garantir crescimento equilibrado e sustentável.

Além do Plano Diretor, a prefeitura pretende encaminhar à Câmara Municipal outras duas legislações complementares, a nova Lei de Parcelamento do Solo e a revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo, detalhando critérios para loteamentos, exigências de estacionamento e localização de atividades comerciais e industriais.