
O ano de 2026 ainda é tratado como uma incógnita para o comércio brasileiro, principalmente por ser um ano eleitoral. Em Três Lagoas, no entanto, o setor varejista projeta estabilidade e reação positiva, mantendo o desempenho apresentado nos últimos anos, segundo Sueide Silva Torres, presidente do Sindicato do Comércio Varejista .
O presidente ressalta que o comércio local deve seguir o mesmo comportamento tranquilo observado em anos anteriores, com boas vendas e aumento na atividade econômica, tanto na cidade quanto no Estado. Torres lembra que desafios econômicos e políticos podem afetar determinadas empresas, mas destaca a resiliência do comércio de Três Lagoas, que já superou períodos de dificuldade, como a pandemia.
Atualmente, Três Lagoas conta com cerca de 5 mil estabelecimentos varejistas. Considerando setores atacadistas, prestação de serviços e outras atividades, esse número pode chegar a quase 9 mil empresas. Segundo o sindicato, uma base de dados completa deve ser divulgada nos primeiros meses de 2026, detalhando o panorama econômico e o número de empresas em funcionamento.
Além da expectativa de consolidação do setor, segundo Sueide, o comércio local aguarda ações da prefeitura para garantir crescimento e geração de empregos. Entre as demandas, estão melhorias no trânsito, sinalização adequada, fiscalização orientativa e a regularização de comércios irregulares no centro da cidade.
O presidente do Sindivarejo também destaca a necessidade de políticas específicas que incentivem o comércio, lembrando que o setor industrial recebe isenções e benefícios, enquanto o comércio enfrenta restrições e penalizações, mesmo por pequenas infrações, como a exposição de banners. Sueide defende uma Secretaria de Desenvolvimento Econômico voltada ao comércio, com foco na valorização do setor e na melhoria do centro comercial de Três Lagoas. O objetivo, conforme Torres, é fortalecer a atividade econômica local, garantindo eficiência, qualificação e crescimento para empresas e trabalhadores ao longo de 2026