
Os Estados Unidos realizaram ataques contra a Venezuela durante a madrugada, e a crise ganhou dimensão internacional. Isso ocorreu após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, teriam sido capturados e levados para fora do país. A declaração foi feita em publicação na rede social do próprio Trump. Enquanto isso, o governo venezuelano reagiu classificando a ação como “grave agressão militar” e decretando estado de emergência em todo o território nacional.
O que Trump afirmou sobre a operação
De acordo com o comunicado atribuído a Trump, o ataque teria sido “em larga escala” e direcionado ao “líder” venezuelano. Contou com participação de forças policiais dos Estados Unidos. Ainda assim, até o momento, as autoridades venezuelanas contestam a versão e exigem “prova de vida” do casal. Isso indica que não reconhecem como confirmada a situação de Maduro e Flores.
Onde ocorreram as explosões, segundo o governo venezuelano
Foram apontadas explosões em Caracas e também nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, conforme informou o governo local em nota oficial. Segundo essa versão, as detonações teriam atingido áreas civis e militares. Isso elevou o tom do discurso político e abriu espaço para a adoção de medidas excepcionais.
Estado de emergência e discurso de mobilização
O governo venezuelano informou que Maduro assinou um decreto estabelecendo estado de exceção no país. No texto, o presidente convocou forças sociais e políticas para ativar planos de mobilização. Ele rejeitou o que chamou de “ataque imperialista”. Ao mesmo tempo, foi atribuída ao governo a avaliação de que a ofensiva ameaçaria “a paz e a estabilidade internacionais”. Afirmou também que colocaria “em risco a vida de milhões de pessoas”.
Acusação de disputa por recursos estratégicos
Na versão venezuelana, a motivação do ataque seria a disputa por “recursos estratégicos”, com destaque para petróleo e minerais. Esse argumento foi apresentado como parte de uma denúncia. Alegaram uma tentativa de “quebrar pela força” a independência política do país. Por consequência, reforçou o clima de mobilização interna anunciado pelas autoridades.
O que se sabe sobre vítimas, danos e risco de escalada
Em meio ao aumento da tensão, ainda não foram confirmadas oficialmente vítimas ou danos, embora a possibilidade de escalada militar tenha sido citada como preocupação imediata. Além disso, analistas mencionados no relato alertaram para possíveis impactos econômicos. Especialmente sobre o preço do petróleo. E para reflexos diplomáticos no Brasil, considerando a relação comercial com a Venezuela e a sensibilidade da estabilidade na fronteira norte.
Explosões em Caracas e imagens não verificadas
Relatos de jornalistas na capital venezuelana indicaram que detonações e ruídos semelhantes a aeronaves foram ouvidos durante a madrugada. As primeiras explosões teriam ocorrido por volta das 2h, com novo registro por volta das 2h38. Enquanto isso, aviões continuariam sobrevoando a cidade. Nas redes sociais, circularam imagens não verificadas que sugerem incêndios e colunas de fumaça. Contudo, não foi possível confirmar o local exato dos registros, apontados como regiões ao sul e leste de Caracas.
Aceno anterior de Maduro e mudança de tom
O episódio acontece após uma entrevista veiculada no Ano-Novo em que Maduro disse ter conversado com Donald Trump. Ele propôs “conversas sérias” sobre combate ao tráfico de drogas. Na mesma fala, ele também teria oferecido às empresas norte-americanas acesso imediato ao petróleo venezuelano. Este movimento foi interpretado como tentativa de reduzir tensões e projetar confiança.
Na transmissão, Maduro aparece caminhando por uma zona militarizada. Mais tarde, ele dirige um carro com o entrevistador, enquanto Cilia Flores aparece no banco de trás. Esse gesto foi lido por analistas como sinal de controle e estabilidade.
Contexto do confronto entre Washington e Caracas
Apesar dessa sinalização, o texto também registra que Trump acusa Maduro de comandar um “narcoestado” e já havia ameaçado tirá-lo do poder. Maduro, por outro lado, nega ligações com o crime. Ele sustenta que os Estados Unidos buscam controle sobre as reservas de petróleo e depósitos de minerais de terras raras do país. Assim, a narrativa de confronto, que já vinha sendo alimentada por acusações mútuas, foi intensificada após a madrugada de ataques e as declarações sobre captura.