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Campo Grande, 27 de maio

Lei incentiva acompanhamento dos pais durante a gestação

Serão desenvolvidas campanhas educativas para promover a integração entre pai, mãe e filho

Por Mateus Adriano
23/04/2024 • 08h30
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Para Joscilene Flores, o período da gestação deveria sempre ter o acompanhamento e o apoio do pai. “É um período muito delicado, envolve muitas questões. Você tem uma parte que é muito falha, que é a humanização do parto, acompanhamento da gestante, porque tem uma série de modificações, de alterações no corpo, então a gente fica mais sensível mesmo. É essencial que os pais, se possível, acompanhem também a gestante".

Mas a realidade é bem diferente. O número de pais que acompanham o pré-natal é muito baixo, como afirma a enfermeira e gerente técnica de saúde Thamires Panferro. “Nós temos média das gestantes que a gente acompanha, 10% dos homens são ativos no acompanhamento. Então a gente tem uma baixa procura dos homens tendo esse interesse de participar”.

Para incentivar uma maior participação dos homens nessa fase importante da gravidez, foi sancionada a Lei do Pré-Natal Masculino, que pretende “estruturar e implementar campanhas educativas para promover a integração entre pai, mãe e filho”.

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Segundo Thamires, o ideal que é que os pais ou parceiros acompanhem a mãe em pelo menos uma ou duas consultas. “A gente pede um mínimo, uma estratégia muito boa para eles [pais] entenderem um pouco a importância. Se eles forem essas duas vezes, consequentemente vão querer ir mais vezes ao lado da esposa ou da parceira”.

Quem é mãe, como a Marisa Rodrigues, destaca a importância do apoio paterno. “Tem que ajudar, porque é um momento muito difícil, um momento muito sobrecarregado para mulher. Eu sou mãe, eu já passei por isso. Eu sou mãe solo, hoje cuido da minha filha sozinha. Então é muito complicado, é muito difícil. A presença do homem, do pai, é muito importante para a mulher e para o filho".

O Joilson Campos vai ser pai e faz questão de estar presente em todos os momentos. "Desde o início do pré-natal eu já fazia parte do processo de estar com ela, de estar presente, de mostrar apoio, estar sempre do lado, sempre à disposição e disponível quando precisasse. Acho que a presença do pai é essencial, tanto para a criança quanto para o cuidado da mãe".

De acordo com a gerente técnica de saúde Thamires Panferro, ainda serão realizadas mais algumas capacitações para os médicos e enfermeiros, mas as unidades de Saúde já estão preparadas para receber os papais que se interessarem em acompanhar o pré-natal. 

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