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Campo Grande, 20 de maio

Riedel, Resende e mais cinco saem do governo para disputar as eleições

Confira os chefes de pastas estaduais que abdicaram do cargo para poder ir às urnas em outubro deste ano

Por Nyelder Rodrigues
31/03/2022 • 18h01
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Em evento realizado na sede do PSDB na tarde desta quinta-feira (31), foi confirmada a saída do então secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel, para a disputa da sucessão de Reinaldo Azambuja (PSDB) ao Governo do Estado. Além dele, outros seis nomes também saíram de suas pastas para concorrer a um cargo em outubro, entre eles Geraldo Resende, da Saúde.

Escolhido a dedo pelo ninho tucano, Riedel atuou à frente da Segov (Secretaria de Estado de Governo) até o ano passado, quando assumiu a pasta de obras no lugar do vice-governador Murilo Zauith. Nesse cargo, coube a ele finalizar o programa Obras Inacabadas Zero e inaugurar o tão aguardado Aquário do Pantanal, renomeado como Bioparque Pantanal.

Foi Riedel quem capitaneou o evento desta quinta, tecendo inúmeros elogios a Reinaldo e exaltando os feitos do governo nos sete anos em que está no comando. Mais cedo, ele participou da cerimônia para entregar melhorias para a saúde de Dourados.

"Na primeira fase da pré-campanha vamos ouvir as pessoas. O plano de governo é dinâmico, as necessidades são dinâmicas. Então vamos rodar para ouvir as pessoas", frisa Riedel sobre como deve iniciar sua caminhada. Na próxima segunda-feira (5) acontece a primeira reunião.

Quanto aos aliados que terá para as eleições, o agora ex-secretário elenca partidos como o PP, de Tereza Cristina, e o PL, de Jair Bolsonaro. "Temos aliança com o PP pela candidatura da Tereza ao Senado, com o PL na questão dos deputados, e também com o Republicanos. Agora, apresentou-se o PDT. Esses são os que até aqui caminham com a gente", explica.

OUTROS NOMES

Além de Eduardo Riedel, também se despediu do governo estadual Geraldo Resende, chefe da pasta de Saúde. Conforme já antecipado pela CBN Campo Grande, ele vai disputar uma das oito cadeiras que Mato Grosso do Sul tem direito na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).

Outro nome que sai para a mesma disputa é Pedro Chaves, ex-senador e ex-reitor da Uniderp, que atuava como representante do Estado em Brasília, assim como Walter Carneiro Junior, diretor-presidente da Sanesul e a subsecretária de Políticas para as Mulheres, Luciana Azambuja. Os quatro vão compor brigar por vaga na Câmara Federal.

Já Marcelo Miranda (Fundesporte, pasta responsável pela gestão pública do esporte local), Marcelo Salomão (Procon) e João César Mattogrosso (Cultura) saem de seus cargos para participar da disputa por uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa. 

Mattogrosso era vereador licenciado e, assim, pode retornar ao cargo, que estava sendo ocupado pelo suplente Ademir Santana, que ficará sem cargo - contudo, existem diálogos dele com o prefeito Marquinhos Trad (PSD) que podem o colocar no comando da Funesp.

EVENTO NA CÂMARA

Pela manhã, Marquinhos Trad foi à Câmara Municipal apresentar uma prestação de contas dos trabalhos realizados até aqui e também projetos a serem executados na cidade, que será administrado a partir da tarde de sábado (2) pela ainda vice Adriane Lopes (Patri).

Lá, ele garantiu que a carta de renúncia será entregue ainda esta noite aos vereadores, no protocolo da Câmara, e ainda revelou um terceiro secretário municipal que deve sair do cargo: é Rodrigo Terra, responsável pela Sidagro, a antiga Sedesc.

Terra deve coordenar a campanha de Marquinhos, segundo o próprio prefeito. Porém, ao ser indagado sobre sua saída, ele afirmou que se tratavam apenas de negociações. "Se ele falou, é ele quem manda, quem sou eu para falar ao contrário", ironiza.

Os outros dois secretários de Marquinhos que devem sair para a disputa eleitoral neste ano são Pedro Pedrossian Neto, que chefia a pasta de Finanças e Planejamento, além de Elza Fernandes, comandante da forte e popular pasta da educação campo-grandense.

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