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Repasses seguem em atraso e médicos da Santa Casa fazem paralisação parcial

Recebendo em fevereiro salários de novembro de 2018, médicos deverão se reunir ainda nesta semana para decidir se continuarão realizando os atendimentos

Por Alex Santos
21/02/2019 • 14h33
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Os atendimentos a pacientes na Santa Casa de Paranaíba deverão sofrer mudanças por conta de atrasos nos salários de médicos, que estão há pouco mais de dois meses sem receber. Pacientes que passarem pela triagem no local e receberem os adesivos vermelho ou amarelo, que são casos emergenciais, deverão receber atendimento prioritário no Pronto Socorro do hospital. 

Já os pacientes com adesivos verde ou azul, que são considerados casos não urgentes, terão que aguardar atendimento entre uma ou duas horas, em alguns casos durante a avaliação médica, pacientes poderão ser encaminhados para atendimento em postos de saúde do município. As cirurgias eletivas e de urgência continuarão com atendimento normal.

Segundo o diretor técnico da Santa Casa, Claudio Souza dos Santos, em entrevista ao Jornal do Povo, da rádio Cultura FM 106,3MHz, médicos que atendem no hospital estavam desde novembro de 2018 sem receber. Na última semana foi repassado pela prefeitura valores em atraso referente ao mês de novembro, e na última quarta-feira (20) houve o depósito de valores de dezembro que estavam em atraso, porém, ainda se encontra em poder do hospital e deverá ser repassado aos médicos nesta semana. 

Ainda de acordo com Claudio, o hospital também não estipulou previsão para pagamentos referente ao mês de janeiro, além dos vencimentos de fevereiro. Os médicos estão se mobilizando para decidir se darão continuidade no atendimento parcial realizado até o momento diante dos atrasos na folha de pagamento. “Fevereiro venceu e não temos dinheiro para liquidar a fatura de janeiro”, disse.

O diretor ainda pede a compreensão da população para que em casos que não seja de urgência evite se dirigir diretamente para a Santa Casa, diante do período conturbado que o hospital está passando. “Casos sem necessidade urgência procurem um posto de saúde até normalizar o atendimento”, finalizou.

Ouça a íntegra da intrevista:

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