O policial federal Leonardo de Lima Pacheco, 38 anos, que matou a tiros o policial militar Sandro Alvares Morel e baleou o também PM José Pereira, no dia 8 de maio, não está mais em Dourados. A Polícia Federal considerou insegura sua presença na cidade, após o episódio e informou o juiz que pretende transferi-lo.
A transferência ainda não foi oficializada, mas Leonardo, que está afastado para se recuperar de ferimento a bala no braço, já foi para Belo Horizonte, onde vive sua família, no dia 18 de maio, conforme bilhete de uma empresa aérea anexado ao processo.
A viagem foi comunicada ao juiz como exige a decisão que colocou Leonardo em liberdade. No comunicado, Leonardo informa que vai procurar tratamento médico na capital de Minas Gerais.
Dois dias antes, no dia 16 de maio, em ofício enviado à Justiça pela Polícia Federal, o delegado Bráulio Galloni afirma que a presença de Leonardo em Dourados se tornou “insustentável”.
O delegado fala em risco de problemas institucionais entre a Polícia Federal e a Militar, dado o temor de que a presença do agente na cidade possa provocar “comportamentos de revanchismo”.
Na decisão que concedeu a liberdade provisória a Leonardo, o juiz Adriano Rosa, condiciona o benefício à permanecencia dele na cidade.
O oficício da PF diz que a intenção da corporação, em primeiro momento, é envia-lo em missão a outra cidade, e depois, num segundo momento, transferi-lo para a cidade de origem, Belo Horizonte, onde vive sua esposa e filho.