Veículos de Comunicação

Polícia

Testemunha e imagens indicam que lutador teve intenção de matar

Rapaz agrediu segurança quando ele já se sentia mal

O relato de uma testemunha e 24 segundos de imagens feitas pelas câmeras da casa noturna onde trabalhava o segurança Jefferson Bruno Escobar, 23 anos, foram decisivos para que a Polícia Civil entendesse que o lutador de jiu-jitsu Christiano Luna de Almeida, de 23 anos, teve intenção de matar o trabalhador. Com isso, o bacharel em Direito pode ser levado a júri popular.

A delegada Daniela Kades, responsável pela investigação, explica que os 24 segundos mostram Christiano agredindo o segurança mesmo quando este já havia demonstrado que estava passando mal, após as primeiras agressões.

De acordo com a delegada, a “testemunha chave”, um adolescente vendedor de bombons, contou que ouviu o segurança dizer ao autor que não estava bem e este respondeu: “Eu quero que você se f…..”.

Para a Polícia Civil, as duas situações somadas ao resultado do exame necroscópico, o qual aponta traumatismo toráxico, duas costelas quebradas e descarte de infarto e aneurisma, indicam que Christiano assumiu o risco de matar ao continuar agredindo Jefferson mesmo tendo sido alertado pela vítima.

Vinte e uma pessoas foram ouvidas e somente três delas, todas amigas do autor, disseram que Jefferson agrediu Christiano. No entanto, ao ser preso logo após o crime, foi submetido a exame de corpo de delito que constatou apenas uma lesão leve em um dos braços.

Christiano prestou depoimento nessa segunda-feira e chorou. Ele disse que não queria matar o segurança e que gostaria de se retratar.