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Maracaju

Barco afunda e advogado paulista some no Rio Paraná

O barco em que Eduardo estava com mais cinco pessoas afundou quando ele tentou mudar a posição em que estava sentado, escorregou e caiu no rio

Barcos particulares auxiliam nas buscas -
Barcos particulares auxiliam nas buscas -

Bombeiros de Andradina tentam encontrar o corpo do advogado Eduardo Teodoro da Silva, 33, de Mococa [SP], desaparecido nas águas do Rio Paraná – na região de Três Lagoas – desde a tarde deste domingo. As buscas tiveram início nesta segunda-feira pela manhã, mas até o meio da tarde desta segunda-feira ainda não tinha sido encontrado.

O barco em que Eduardo estava com mais cinco pessoas afundou quando ele tentou mudar a posição em que estava sentado, escorregou e caiu no rio. Era a primeira viagem do profissional à região, com mais três colegas de trabalho na empresa CPFL: o engenheiro Davilmar Pinheiros Farias, 34, Marcos e Fernando.

À exceção de Marcos, Davilmar e Fernando estavam na embarcação junto com o piloto, Marcelo Korin, 30, operador de máquinas de Andradina e seus dois filhos, Eduardo – 6, e Kauan – 4 anos. Quando o barco começou afundar, cerca de cem metros da margem, Korin arrancou o tanque de combustível do barco e usou-o como bóia para salvar as duas crianças.

O mesmo equipamento serviu para salvar a vida de Davilmar, que tentou nadar até a margem, mas se cansou. Fernando conseguiu sair do rio a nado, mas Eduardo Silva, com quase 2 metros de altura e 125 kg, não teve a mesma sorte. “Olhei para trás, o vi nadando, mas depois ele sumiu”, contou Korin, em entrevista exclusiva ao Impacto.

Segundo o piloto, com experiência de sete anos, o grupo estava hospedado no rancho São Gabriel, de seu sogro, ao lado do Porto de Areia Nossa Senhora Aparecida – bairro Beira Rio na margem paulçista, em Castilho – e na hora do acidente fazia um passeio turístico, registrando tudo em foto. Ninguém usava colete salva-vidas.

Por volta de 12h30 desta segunda-feira, antes de uma parada para reabastecer os cilindros de oxigênio usados nos mergulhos, os bombeiros localizaram o barco no mesmo lugar em que afundou, a cem metros da margem e a 2 mil metros do rancho do construtor Laerte Gonçalves, de Andradina.

Ao mesmo tempo em que lamentou a tragédia, Laerte agradeceu a Deus pelas vidas dos netos salvos e ajudou nas buscas à embarcação e ao corpo do engenheiro. ”Quando alcancei a margem não conseguia me mexer ou andar e fiquei deitado entre a água e areia”, narrou Davilmar.

O pescador Manoel Messias Melquíades, morador no local, disse que usou seu barco para tentar localizar o corpo do engenheiro, mas não teve êxito. “O rio estava calmo e não sei o que realmente ocorreu”, acrescentou.

De acordo com o engenheiro, o advogado estava noivo de uma colega de trabalho, Andreia,  e o casal planejava oferecer um churrasco para inaugurar a casa construída recentemente em Mococa. A data do casamento ainda não havia sido marcada. Andreia chegou ao rancho na manhã desta segunda-feira acompanhado do pai de Eduardo.