
Pouco depois do acidente fatal de Gustavo Sondermann, durante a etapa de abertura da divisão de acesso da Stock Car, em abril, o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Cleyton Pinteiro, entrou em contato com a Federação Internacional e solicitou que a entidade máxima do esporte no mundo desse seu parecer sobre as condições de segurança do autódromo.
Além da Curva do Café, trecho que vitimou também o piloto Rafael Sperafico, em 2007, os dirigentes sinalizaram a necessidade de mudanças na entrada dos boxes do circuito paulistano.
"Entregamos à prefeitura de São Paulo um projeto elaborado por uma empresa particular, que prevê mudanças na Curva do Café e também na entrada do box, baseado no que a FIA pediu. A ideia era executar estas obras antes do GP do Brasil de Fórmula 1, mas isso não fica pronto de uma hora para outra. A obra não é tão complexa, e também não altera o traçado da Curva do Café", analisou o Presidente da CBA, Cleyton Pinteiro.
Basicamente, o projeto consiste em aumentar área de escape do Café, com uma largura mínima de 12 metros. O que prevê a demolição de uma parte da arquibancada, no início da reta, ou mesmo de toda a estrutura de concreto.
A entrada dos boxes, outro ponto considerado perigoso por causa de falta de visibilidade, requer uma alteração um pouco mais trabalhosa: a criação de uma pista de rolamento ao lado da atual. O que implicaria numa estrutura suspensa ou no aterro daquele trecho, que hoje limita-se a um barranco que separa a reta principal do miolo do circuito.