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Ministério do Trabalho inicia investigação para apurar denúncias de corrupção

Assessores de Lupi, todos ligados ao PDT, são acusados de cobrar propina de 5% a 15% do valor dos contratos para resolver as pendências e liberar pagamentos a ONGs

O Ministério do Trabalho abriu sindicância para apurar denúncias de cobrança de propina em convênios com ONGs (organizações não governamentais). A decisão, assinada pelo ministro Carlos Lupi, foi publicada nesta terça-feira (8) no Diário Oficial da União.

No sábado (5), a revista Veja publicou uma reportagem sobre um suposto esquema de extorsão no Trabalho semelhante aos que também haveria nos ministérios do Turismo e do Esporte.

Segundo a reportagem, assessores de Lupi, todos ligados ao PDT (partido que ele preside), são acusados de cobrar propina de 5% a 15% do valor dos contratos para resolver as pendências e liberar pagamentos a ONGs suspeitas de irregularidades.

A comissão será composta pelos seguintes servidores: Fernando Antônio de Araújo Lima Júnior, auditor-fiscal do trabalho, que a presidirá; Márcio Vinícius Dias Freitas, auditor-fiscal do trabalho; e Luiz Antonio Penha, agente administrativo. Márcio Freitas da Silva será o substituto do presidente nos casos de afastamentos legais ou por necessidade de serviço.

O grupo terá 30 dias para concluir os trabalhos de investigação.

Na mesma portaria, o ministro oficializou ainda o afastamento temporário do servidor Anderson Alexandre dos Santos, citado na reportagem da revista Veja.