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Seleção tem reforços contra misterioso Egito

Se por um lado ganha reforços, por outro o comandante da Seleção também encara um adversário visivelmente mais difícil do que foi o Gabão

Depois de um ano turbulento, que começou com diversas incertezas depois da derrota para a França, em fevereiro, atingiu seu pior momento com a eliminação da equipe nas quartas de final da Copa América e mostrou um time um pouco mais coeso na parte final, o técnico Mano Menezes encerra seu trabalho em 2011 nesta segunda-feira, no duelo diante do Egito, a partir das 15h (horário de Brasília), em Doha.

Sem contar com algumas de suas principais estrelas, como Neymar e Ronaldinho, tanto na vitória sobre o Gabão, por 2 a 0, na última quinta-feira, quanto no duelo diante dos egípcios, Mano Menezes pelo menos terá reforços de alguns titulares para a partida no Catar.

Além de Daniel Alves, que cumpriu suspensão pela expulsão diante do México, retornam ao time outros três jogadores que costumeiramente vem participado das escalações do treinador: o zagueiro Thiago Silva, além dos volantes Lucas Leiva e Fernandinho. A última alteração fica por conta da entrada forçada de Alex Sandro, ex-lateral do Santos e atualmente no Porto, que joga no lugar de Adriano, que sentiu uma lesão muscular no fim da movimentação realizada neste último domingo.

"Vamos tentar manter o padrão das últimas atuações. Tivemos que fazer algumas modificações para esse jogo, incluindo uma forçada: Alex Sandro no lugar do Adriano, que sentiu uma pequena lesão muscular. Tem o retorno do Fernandinho. Esperamos um jogo difícil e estamos preparados", afirmou Mano.

Se por um lado ganha reforços, por outro o comandante da Seleção também encara um adversário visivelmente mais difícil do que foi o Gabão. Tricampeão da Copa das Nações Africanas, o time fez um jogo muito complicado a última vez que enfrentou o Brasil. Ainda comandada por Dunga, a equipe verde e amarela suou para ganhar a estreia da Copa das Confederações de 2009, por 4 a 3, em partida que terminou com um gol polêmico do meia Kaká aos 45min do segundo tempo.

Mano Menezes preferiu não comparar aquele time com o atual, mas se mostrou cauteloso com o adversário. "A seleção do Egito naquele período havia conquistado a Copa da África. O momento da Seleção Brasileira também era forte e o time era outro. Jogamos com o Egito no Sub-20 e tivemos dificuldade de vencer o adversário. São indícios de que as coisas estão mais parelhas e que se você não fizer a sua parte para conquistar o resultado terá problemas. O Brasil não joga sozinho. Do outro lado também existem profissionais trabalhando e isso é perigoso".

Para complicar um pouco mais a vida do técnico da Seleção Brasileira, do outro lado do campo o Egito estreia seu novo técnico, o americano Bob Bradly, que dirigiu a seleção dos Estados Unidos na Copa das Confederações e no Mundial da África do Sul. Segundo Mano, as incógnitas de como o adversário entra em campo o preocupam.

"Assistimos aos últimos jogos do Egito e se coloco um pouco de dificuldade para você saber se o novo técnico vai usar a mesma sistematização tática. Mas admito que nunca vi um técnico dos Estados Unidos armar a equipe da mesma maneira que o Egito costumava jogar. Normalmente, os americanos jogam com duas linhas de quatro, no estilo europeu".