
O empresário Antônio Carlos Teixeira de Freitas não é mais vice-presidente do Misto Esporte Clube. “Vou protocolar hoje [quarta] a minha renúncia. Saio porque a situação é absurda. Minha posição é definitiva. Não aguento mais isso”, disse, referindo-se ao impasse em relação à ajuda do Poder Público para a temporada 2012.
Para Teixeira, o que a Prefeitura está disposta a viabilizar é pouco. “Oitenta mil é uma esmola. Para a Expo foram R$ 250 mil. Agora, para seis meses, R$ 80 mil? Não tem jeito de ´tocar´ um clube assim”, questionou.
Walmir Marques Arantes, secretário de Finanças, Planejamento e Controladoria Geral, confirmou o valor, mas fez uma ressalva.
“A Prefeitura não ofereceu dinheiro ao Misto. O Nuna [Jurandir da Cunha Viana, presidente da Câmara] me ligou e questionou isso. Respondi que sempre repassamos entre R$ 60 mil e R$ 80 mil, mas via Federação. Dentro desse valor, desde que a promotoria esteja de acordo, estamos dispostos a continuar com esta parceria”, explicou.
A posição da promotoria será decisiva para esta questão, segundo o secretário. “A Câmara autorizou neste ano e a promotoria não. Desde que haja convergência de todos os lados, nós podemos ajudar o esporte de Três Lagoas. Mandaremos o projeto novamente para a Câmara. Se ela e a promotoria autorizarem, seremos parceiros”, frisou o secretário.
ACUSAÇÃO
A diretoria do Misto parece estar em rota de colisão com a Prefeitura. Teixeira afirmou que existe uma exigência do Poder Público para a liberação da verba: a saída de Jamiro Rodrigues da presidência do Misto.
“É isso mesmo. Se ele não sair, não tem apoio. Eles não deveriam fazer esse tipo de reivindicação. O Miro já falou que sai normalmente se for para o bem do clube”, destacou.
O secretário de Finanças rebateu a acusação. “Da minha boca não saiu nada disso e acho que nunca saiu nada de ninguém da Prefeitura. Posso garantir que ninguém falou nada nesse sentido. Queremos apenas que o dinheiro seja bem aplicado”, finalizou Walmir Arantes.