
NOME NA MESA
O presidente estadual do PSB em São Paulo, Márcio França, jogou luz sobre um nome que vem circulando, cada vez mais com força nos corredores de Brasília: Simone Tebet. França não economizou elogios e classificou a ministra do Planejamento como “excelente nome”, deixando claro que ela estaria apta a disputar qualquer cargo, incluisive o de governadora de São Paulo. O recado não foi apenas retórico. Tebet já recebeu convite formal para se filiar ao PSB paulista.
SINAL
A eventual troca do MDB pelo PSB e, principalmente, a mudança do domicílio eleitoral de Simone Tebet do Mato Grosso do Sul para São Paulo passam, hoje, por uma única mesa: a do presidente Lula. Em recente viagem ao Panamá, Lula e Tebet conversaram sobre o tema, mas o presidente prefere cautela. Quer pesquisas eleitorais em mãos antes de bater o martelo. Lula ainda sonha com Fernando Haddad candidato ao governo paulista, mas o ministro da Fazenda tem demonstrado resistência. No plano B do Planalto, Tebet e Márcio França aparecem como alternativas reais. A grande dúvida é pragmática: quem consegue levar a eleição paulista ao segundo turno?
COM LASTRO
Gostem ou não, Simone Tebet não é improviso. Sua trajetória política é sólida e construída degrau por degrau. Eleita deputada estadual pelo MDB em 2002, ela abriu mão do mandato em 2004 para disputar e vencer a Prefeitura de Três Lagoas. Foi reeleita prefeita em 2008 e, novamente, renunciou, em 2010, para compor a chapa vencedora de André Puccinelli ao governo do Estado. Em 2014, chegou ao Senado e, em 2019, assumiu a presidência da poderosa CCJ. Em 2022, ao disputar a Presidência da República, ganhou projeção nacional e saiu fortalecida. Desde 2023, ocupa o Ministério do Planejamento. Currículo que pesa e explica por que seu nome não sai do radar.
SEM DIVERGÊNCIAS
Na política local, um movimento chama atenção. De campos ideológicos opostos, a secretária municipal de Meio Ambiente, Mariana Amaral (PL), e a vereadora Maria Diogo (PT) têm adotado um discurso de trégua quando o assunto é Três Lagoas. Direita e esquerda sentaram à mesma mesa nesta semana para discutir o Cinturão Verde. Ambas fizeram questão de afirmar que na gestão, ideologia fica de lado. Resta saber até quando esse alinhamento técnico resiste ao calendário eleitoral, porque, na política, consensos costumam ter prazo de validade.